Privatização dos portos

Portuários paralisam suas atividades contra as privatizações

Trabalhadores portuários paralisam as suas atividades durante 12 contra as privatizações dos portos brasileiros

Nesse dia 28 de janeiro, onde, inclusive, se comemora o dia do trabalhador portuário, a categoria paralisou as suas atividades, durante 12 horas, contra a privatização dos portos brasileiros.

Em resposta, ao anuncio do governo ilegítimo Bolsonaro, para o próximo dia 09 de fevereiro a abertura de consulta pública da Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq) para receber contribuições do leilão de concessão da Companhia Docas de São Sebastião, localizada na costa norte do estado de São Paulo, que será realizada na bolsa de valores da B3, ainda sem data definida que, de acordo com a minuta do edital de concessão, o prazo do contrato será de 25 anos, prorrogáveis por mais cinco anos e, além disso, ainda estão previstos, para serem entregues para os capitalistas abutres, as privatizações do Porto do Espírito Santo, Itajaí (SC) e o Porto de Santos, os trabalhadores portuários decretaram greve nesse dia 28, e paralisaram as suas atividades durante 12 horas.

O governo já anunciou para março deste ano, o primeiro leilão, a Companhia de Docas do Espírito Santo (Codesa), para o segundo trimestre a privatização do Porto de São Sebastião e, por fim, o maior porto brasileiro, o Porto de Santos, um porto estatal localizado no estuário de Santos na costa do Estado de São Paulo, o maior da América Latina e o 43º maior porto do mundo por movimentação de contêineres.

Para os trabalhadores portuários, a primeira privatização, que está prevista para o dia 25 de março, a Docas do Espírito Santos, será a porta de entrada para a privatização das gestões dos demais protos brasileiros.

Um dos fundamentos do golpe de Estado de 2016, que teve como consequência a eleição fraudada de Bolsonaro, é a entrega do patrimônio do povo brasileiro (a preço de banana), principalmente, para os países imperialistas, os capitalistas e banqueiros nacionais e internacionais.

No caso dos portos brasileiros, da mesma forma como vem acontecendo na Caixa Econômica Federal, Petrobras, Eletrobrás, Correios, Dataprev, Banco do Brasil e demais empresas estatais, o caminho da privatização vem se intensificando de 2016 para cá. Conforme as medidas que o governo golpista vem adotando, a entrega desse imenso patrimônio do povo brasileiro, que são os portos, se dará em um prazo muito curto, caso não haja uma gigantesca mobilização da classe trabalhadora.

Todo mundo sabe que privatização é sinônimo de demissão em massa, liquidação de direitos e conquistas trabalhistas, nenhuma estabilidade no emprego, aumento da carga de trabalho, terceirização, etc. e, tudo isso para satisfazer os interesses de meia dúzia de capitalistas, que se enriquecem às custas do suor e do sangue da classe trabalhadora. Além, é claro, de ser um atentado à soberania nacional

A ofensiva reacionária da direita contra os trabalhadores em geral e, em particular contra as empresas estatais, é gigantesca. Ela precisa ser respondida a altura através de grandes mobilizações e da organização dos milhares de trabalhadores em defesa das estatais.

Os trabalhadores portuários, que realizaram a greve nesse dia 28 de janeiro, lutam justamente contra essa mesma política do governo golpista de Bolsonaro, de sucateamento das empresas com vistas à privatização. É necessário chamar imediatamente uma plenária nacional da CUT dos trabalhadores das estatais, que tenha como objetivo a unidade da luta daqueles setores que já se encontram mobilizados, para barrar as privatizações e os ataques aos direitos e conquistas dos trabalhadores. E ir mais além: organizar a luta em torno da palavra de ordem que unifique os trabalhadores das empresas estatais e demais trabalhadores: Fora Bolsonaro e todos os Golpistas, Lula Presidente por um governo dos trabalhadores.

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