Os banqueiros do banco imperialista espanhol, Santander no Brasil, preparam um verdadeiro golpe contra os seus funcionários e, de tabela, em toda a categoria, com a política de terceirização, indiscriminada, de mão de obra. A política de terceirização que acontece nos bancos é mais uma evidência que, o golpe de Estado de 2016, através da farsa do impeachment no reacionário Congresso Nacional, que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente, que teve com um dos principais financiadores os banqueiros nacionais e internacionais, foi para aprofundar, ainda mais, os ataques aos direitos e conquistas dos trabalhadores para beneficiar os patrões num momento de aprofundamento da crise mundial do capitalismo.
A “reforma” trabalhista, aprovada no Congresso Nacional e ratificada pelos golpistas de STF (Supremo Tribunal Federal), no governo do golpista Michel Temer, eliminou direitos e conquistas da classe trabalhadora, principalmente no que se refere à “reforma” da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e aprovou a lei da terceirização, onde reza que todas as atividades de uma empresa podem ser executadas por trabalhadores terceirizados.
Utilizando-se disso, os banqueiros do Santander estão preparando um verdadeiro golpe nos trabalhadores, substituídos os seus funcionários efetivos por terceirizados.
O golpe é o seguinte: criaram uma empresa, F1RST, do mesmo conglomerado do banco, com o objetivo de transferir os bancários do Geração Digital 1 e do Geração Digital 2 para essa empresa, transformando os trabalhadores efetivos em terceirizados, ou seja, com a terceirização, os trabalhadores realizarão as mesmas tarefas, só que com salários rebaixados, sem os mesmos direitos da categoria bancária, conquistados através de muitas lutas.
Contra mais essas medidas de ataques aos trabalhadores bancários, sindicatos dos bancários de todo o país vêm realizando manifestações nas agências e dependências administrativas do Santander, desde o mês de novembro último, em várias regiões do país. São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Belém, João Pessoa, Maceió, Recife, e nas demais capitais e principais cidades do país foram feitas manifestações, segundo informações da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).
Para a sua presidenta, Juvandia Moreira, as terceirizações realizadas pelo Santander todas estão sendo realizadas de forma fraudulenta. “O banco pega os trabalhadores de áreas como TI e outras áreas importantes e os realoca em empresas que tem outra representação sindical, tirando deles o direito à Convenção Coletiva de Trabalho, do ticket refeição e alimentação, toda proteção que tem na convenção coletiva, PLR na convenção coletiva e, mais importante, tirando deles a representação do sindicato dos bancários, que são fortes e organizados no Comando Nacional dos Bancários, articulados para defender a categoria em todo o país”. (Contraf/CUT 30/11/2021)
A política de terceirização nos bancos é um golpe contra toda a categoria bancária, precariza os direitos dos trabalhadores, conquistados através de muitas lutas e, revela, mais uma vez, que os trabalhadores bancários não devem ter nenhuma ilusão nos banqueiros, para eles o que interessa é somente a busca pelo lucro a qualquer preço.




