O Brasil já ocupa a oitava posição do mundo em relação ao número de mortes pelo coronavírus entre 48 países analisados. Esta posição é resultado da comparação em cinco indicadores, que são a taxa de expansão da doença, taxa de mortes por 1 milhão de habitantes, taxa de testes por mil habitantes, tempo de demora para dobrar o número de casos e a previsão de retração do PIB no período 2020-2021.
Um estudo do Imperial College of London mostra que, nesta semana, o país está com uma taxa de contágio do coronavírus de 2,81. Isto é, cada pessoa transmite o covid para outras três. Assim sendo, hoje cada 10 pessoas transmitem a doença para 28, e estas para outras 78. Nos primeiros quatro meses deste ano, o Ministério da Saúde registrou 85.380 casos e 5.901 mortes. Isto dentro de um quadro de subnotificação, já apontado pelas autoridades.
Sobre a velocidade da expansão do contágio, segundo um monitoramento da Fundação Oswaldo cruz, o número de contágios e mortes dobra a cada 5 dias no Brasil. Somente Rússia e Sudão estão acima do Brasil neste quesito.
O Brasil está em oitavo lugar com taxa de 27 mortes por 1 milhão de pessoas. Os Estados Unidos são o país com maior números absolutos de mortes, 63 mil. Contudo, se formos considerar apenas os países com população acima de 50 milhões, a Itália lidera o ranking, com 463 mortes por 1 milhão, seguida de Reino Unido (394), França (373), EUA (190) e Alemanha (75). O governo brasileiro estima que o pico da pandemia ocorrerá entre os meses de maio e junho.
Com relação ao número de testes, o govero brasileiro não sabe informar quantos testes são realizados por dia. O Ministério da Saúde não inclui em suas estatísticas os testes realizados no sistema privado de sáude. Até o dia 20 de Abril, o Ministério da Saúde informou que foram realizados 132 mil testes para detecção do covid-19. isso equivale a o total de um único dia no Reino Unido. O Brasil apresenta uma taxa de 0,63 testes a cada mil habitantes. A Itália apresentava taxa de 23,1 e os EUA 12,2. Um estudo de uma universidade do Rio Grando do Sul estima que para cada caso de contaminação no RS, há 12 casos não notificados.
A economia brasileira terá uma queda cinco vezes maior que as média dos países emergentes em 2020, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI). A previsão é de queda de 5,3% neste ano. A retração significa uma diminuição de quase R$ 400 bilhões de reais.
Os dados demonstram o nível de catástrofe social promovidos pelo governo Jair Bolsonaro e pelos governos de direita – Dória, Witzel, Zema etc – em âmbito estadual. Até o momento, praticamente nada foi feito para enfrentar verdadeiramente a pandemia. O Isolamento social foi propagandeado como a solução, embora seja inviável para a esmagadora maioria do povo pobre, que não tem condições de realizar o isolamento. Enquanto a doença avança e o sistema de saúde entra em colapso, os governos transferem bilhões de reais para os bancos e grandes capitalistas. Para o povo, uma esmola de R$ 600 e covas recém-inauguradas nos cemitérios.





