Da redação – Mesmo após ter apoiado e financiado o golpe que derrubou Dilma do poder e colocou a extrema-direita no lugar para aviltar a população, a Fiesp agora sofre as consequências das políticas confusas de Bolsonaro. Agora, o governo anunciou um corte de 44% nos recursos destinados ao sistema S (Sesi, Sesc, Sebrae, etc), segundo os golpistas, haveria o redirecionamento desta verba para o Programa Bolsa-Família, via Ministério das Cidades, e para o Ministério da Economia.
Os recursos para o Sistema S cairiam de R$22 bilhões por ano para R$12,3 bilhões anuais. A desculpa de que esse recurso seria direcionado para o Bolsa-Família não faz sentido, tendo em vista que o governo Bolsonaro é conhecido por seus ataques diretos às políticas que favorecem a classe trabalhadora. Já a quantia que será redirecionada para o Ministério da Economia será destinada para políticas de produtividade e empregabilidade, o que também é confuso, já que os golpistas, a cada dia que passa, fazem aumentar a taxa de desemprego no País.
O documento que explicita essa informação, contudo, não aponta quais são essas políticas de empregabilidade, sendo confusa e misteriosa como tudo no governo Bolsonaro. Desde o início do governo, o Ministro da Economia, Paulo Guedes já afirmava que iria ter redução nesse investimento nessa área e, mesmo antes de iniciar o governo Bolsonaro, ele afirmava que era necessário “meter a faca no Sistema S”.
Assim se consolidam as tensões entre a Fiesp e o governo Bolsonaro, mostrando que mesmo tendo apoiado o golpe que derrubou Dilma, intensificar as manifestações dos patos, depois de toda uma propaganda contra a esquerda, agora a Fiesp é colocada de lado, dando continuidade às contradições políticas e balançando as alianças da direita golpista.





