O carvão representa mais de um terço do preço final do ferro gusa. E carvão de mata nativa é mais barato. Daí porque desmatar seja um bom negócio para fabricantes de automóveis, aviões, computadores, corporações européias e americanas, grandes consumidoras do aço fabricado com o carvão das queimadas da amazônica floresta, e também do cerrado brasileiro, no dizer de Marques Casara, para o jornal Brasil de Fato.
Desmate de floresta, plantio de pasto para criação de gado e plantio de soja, é outro lucrativo negócio.
Também nessa área, para produção de alimentos, desmatamento mostra-se bom negócio.
Coca-Cola, Pepsico, Bunge, Nestlé, Cargill, as maiores empresas globais de alimentos dentre uma interminável lista de multinacionais outras, financiam fazendeiros brasileiros que efetuam desmatamentos para gado criar e soja plantar.
São essas grandes corporações do hemisfério norte, os principais responsáveis pela devastação e queimada das florestas do Brasil. Não é exagero essa afirmação.
Multinacionais do setor de alimentos, siderúrgicas vinculadas a montadoras de veículos e equipamentos eletroeletrônicos injetam bilhões nas contas correntes dos fazendeiros que derrubam a mata e tocam fogo no cerrado e na Amazônia.
Enquanto usam as queimadas na Amazônia como pretexto para interferir nos assuntos internos do Brasil, de forma cínica e hipócrita tentam desviar a atenção de não serem eles, os próprios países imperialistas, através de suas empresas, os maiores implicados na devastação das florestas do Brasil.





