Da redação – Novos trechos da Vaza Jato, divulgados pelo The Intercept e o jornal El País, mostraram que os procuradores procuravam fazer acordos com instituições financeiras que deveriam ser investigadas. Dallagnol deu palestras para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e palestrou para banqueiros em evento da XP Investimentos.
Dallagnol mostrou preocupação em investigar os poderosos bancos e por isso fazia acordos com eles. Em mensagem com outros procuradores da Lava Jato afirmou: “Estou preocupado com relação aos nossos passos em relação aos bancos”, escreve ele no chat Filhos do Januario 3. “Eu acho que eles vão se mover e vão mudar nosso cenário, via lei ou regulação (coaf, febraban…). São muito poderosos”, disse
Segundo as informações vazadas, o procurador Roberson Pozzobon disse “o Banco, na verdade os bancos, faturaram muuuuuuito com as movimentações bilionárias dele”, referindo-se “às movimentações financeiras do empresário e lobista Adir Assad, condenado por lavagem de dinheiro, acusado de envolvimento em diversos escândalos de corrupção” (247). Desta forma, como os bancos faturaram bastante com as transações ilegais não seria o caso de investigar, até porque não vale entrar em conflito com os poderosos.
O doleiro havia aberto uma conta no Bradesco nas Bahamas para lavar dinheiro e, “em 2011, o Compliance Officer, setor responsável por fazer o banco cumprir normas legais, teria alertado o Bradesco de que havia algo errado com essa conta” (247).
Segundo o próprio Pozzobon, o Bradesco não teria feito “nada”.
Isto é, como afirma a direita coxinha, “a lei é para todos”, menos para os bancos.





