A reforma da Previdência é uma das grandes prioridades do governo golpista e um dos maiores ataques à classe trabalhadora e aos professores e os profissionais da educação, que em sua maioria são mulheres.
A nova lei aumentará a idade mínima para professores. Será 60 anos – e para as professoras 57. A idade mínima para se aposentar aumentará para todos os trabalhadores da cidade e do campo. A reforma também irá impedir o acúmulo de pensão e aposentadoria para novos beneficiários.
O governo golpista chegou a veicular que a reforma seria necessária, pois se não seriam cortadas as bolsas família. Um absurdo, pois ninguém fala de cobrar as grandes empresas devedoras do INSS.
Um assunto tão polêmico e explosivo tem que ser feito às pressas e sem nenhuma plateia. Os golpistas vão jogar os trabalhadores brasileiros em condições escravocratas, onde nenhum trabalhador conseguirá se aposentar, um retrocesso de mais de cem anos.
O tamanho do ataque corresponde não só ao voraz apetite dos grandes monopólios capitalistas, que desejam e precisam expropriar ainda mais a classe trabalhadora e dilapidar a economia nacional para tentar manter seus lucros, em uma etapa de crise histórica, que caminha para um novo e maior colapso capitalista, mas também diz respeito ao tamanho e à força colossal da classe operária brasileira, uma das mais importantes do mundo.
A tarefa, portanto, é colocar em movimento os trabalhadores. O setor mais combativo e poderoso do proletariado brasileiro, a classe operária, principalmente das fábricas e grandes concentrações produtivas (como os petroleiros, entre outros).
É importante ressaltar que a reforma da previdência é apenas um dos efeitos do golpe, que visa massacrar a população brasileira, atendendo aos interesses dos imperialistas. É preciso, então, que sejam organizadas amplas mobilizações populares, a fim de barrar essa medida totalmente antidemocrática, bem como exigir a saída imediata de Bolsonaro da presidência. Dele e também de todos os outros golpistas.





