O Supremo Tribunal Federal demonstra mais abertamente seu alinhamento à política fascista, do governo ilegítimo de Bolsonaro, de matar a população ao impor restrições ao fornecimento de remédios de alto custo para a população. É importante ter em conta o papel golpista do STF que, apesar de tentar manter uma aparência democrática, sempre decidiu em favor dos golpistas e contra o povo. Agora com a direita fascista no poder, os ministros do STF se sentem mais à vontade para decidir sobre pautas de destruição da economia, da coisa pública e de direitos da população.
A decisão de impor restrições ao fornecimento de remédios sem registro na Anvisa conforme argumentação dos ministros nada tem a ver com suposta preocupação com regulamentação e a saúde dos cidadãos, na verdade é um reflexo da política do regime golpista que, na Era Temer, aprovou a PEC 95 que congelou os gastos com saúde pública. A intenção dos golpistas é destruir a saúde pública para privatizar de todos os serviços, além de levar milhares de pessoas sem condições econômicas de pagar por medicações e tratamentos ao sofrimento e à morte.
É inimaginável que a justiça em qualquer sociedade decida por condenar sua própria população a sofrer e a morrer de enfermidades curáveis. Os medicamentos, tratamentos, hospitais e todos os serviços de saúde não podem ser mercadorias. É preciso que os setores populares mais organizados e esclarecidos façam um chamado geral a sociedade para defender um sistema único de saúde público e gratuito. É preciso pedir também a dissolução do STF e de todo judiciário, um poder público que não é eleito por ninguém, que serve somente aos interesses do capitalismo e, portanto, para esmagar a população com suas decisões.
O povo não pode mais se iludir com saídas institucionais para resolver as questões democráticas. Não será através de recursos jurídicos ou no parlamento que golpe será derrotado. Somente poderosas mobilizações poderão por fim ao regime golpista e fascista. É preciso mobilizar as ruas com as palavras de ordem “Fora Bolsonaro e todos os golpistas”, “Liberdade para Lula” e “eleições gerais com Lula candidato”.





