Balanços financeiros mostram que o crescimento no lucro dos frigoríficos está se elevando cada ano que passa. O grupo JBS/Friboi teve lucro líquido de cerca de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre, mais que o dobro do desempenho registrado um ano antes.
A companhia apurou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 3,19 bilhões entre janeiro e março, um crescimento de 14,4% sobre o mesmo período do ano passado.
O Grupo Marfrig, no primeiro trimestre teve lucro de R$ 4,3 milhões.
Ao mesmo tempo em que o lucro aumenta, também aumentam as condições sub-humanas impostas pelos patrões aos trabalhadores.
São incontáveis os números de acidentes e doenças relacionados às péssimas condições de trabalho de uma gama de operários que são destituídos do mercado de trabalho por se tornarem inválidos, uma parcela também é morta vítima das atrocidades dentro da linha de produção.
São maquinários sem proteção, manutenção, ritmo acelerado de trabalho, falta de equipamentos de proteção, tanto individual, quanto coletivo, falta de pausas, intervalos térmicos aos trabalhadores das câmaras frias, no entanto, os patrões não fornecem comunicado de Acidentes do trabalho (CAT), há também a pressão exercida pelos gerentes, encarregados e o departamento de recursos humanos, etc., ou seja, desconhecem e escondem tudo que possa vir a afetar os vultosos lucros.
As condições de trabalho nesse setor industrial são de calamidade pública, o próprio ministério público, neste ano, reconheceu o que já se sabia há muito tempo, o frigoríficos estão em primeiro lugar entre todos os demais, em acidentes doenças e mortes do trabalho.
As contas bancárias superlotadas de dinheiro, como se vê nos balanços apresentados com galhardia por esses criminosos, estão manchados com muito sangue, muitas mortes, e muitos trabalhadores mutilados.
Afinal de contas, o que importa para os patrões a vida de seus funcionários? Não é mesmo!




