Um vazamento em tubulação de grande porte na Avenida Brasil interrompeu o fornecimento de água em bairros da zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (17). A interrupção afetou moradores da região e revelou, mais uma vez, as consequências da política neoliberal sobre a infraestrutura hídrica da cidade. A concessionária Águas do Rio foi acionada para realizar o reparo emergencial, mas alertou que a normalização plena do abastecimento poderia levar até 72 horas ou mais, especialmente nas áreas de maior elevação e nas pontas do sistema de distribuição.
Problemas como esse têm se repetido com frequência na zona norte carioca. Em episódios registrados ao longo de 2025 e 2026, rompimentos e vazamentos na Avenida Brasil e em outras vias de grande porte da região norte da cidade levaram à suspensão do abastecimento em bairros como Bonsucesso, Complexo da Maré, Irajá, Acari, Cordovil, Parada de Lucas, Vigário Geral, Vista Alegre, Costa Barros, Barros Filho e Coelho Neto, entre outros. Nesses casos, a normalização dependia da conclusão dos reparos e levava horas ou dias para se estabilizar, causando transtornos à população trabalhadora da região.
Assumindo que não resolverá o problema na velocidade necessária, a Águas do Rio, concessionária privada responsável pelo abastecimento nas zonas sul, norte, centro da capital e em outros 26 municípios do estado, orienta os moradores a utilizarem a água armazenada em cisternas e caixas d’água apenas para atividades essenciais durante as interrupções. Além do impacto no abastecimento, as obras emergenciais na Avenida Brasil costumam também prejudicar o trânsito da via, com interdições de faixas e desvios do corredor de ônibus do BRT Transbrasil, agravando ainda mais as condições de deslocamento da população da zona norte.




