O governo Tarcísio de Freitas prepara um pacote de segurança pública em São Paulo na quarta-feira (29), apresentado como política de combate à violência contra a mulher. A iniciativa se apoia na ampliação da ação policial e no monitoramento, sem apresentar medidas concretas para enfrentar os problemas sociais. O anúncio ocorre junto à posse da coronel Glauce Cavalli como primeira comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e em meio à disputa eleitoral de 2026.
O pacote anunciado pelo governo de São Paulo revela o verdadeiro conteúdo da política que tem sido apresentada como “proteção às mulheres”: mais Polícia Militar, mais viaturas, mais vigilância, mais tornozeleira eletrônica e mais poderes para o aparelho repressivo do Estado. Segundo as informações divulgadas, a gestão pretende criar a chamada Patrulha Lilás, com viaturas identificadas nessa cor para atender ocorrências relacionadas à violência contra a mulher. A Secretaria da Segurança Pública também autorizou 10 mil vagas de Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar, para que policiais atuem em dias de folga com remuneração extra.
A “política para mulheres” aparece, na prática, como mais uma frente de expansão da PM, corporação marcada por denúncias de abusos e violência contra a população. A presença ostensiva de viaturas em bairros populares, mesmo sob a cor lilás, não muda a natureza da instituição que atua nelas. lilás.





