Os pseudo esquerdistas da imprensa capitalista, melhor representados por Milly Lacombe, continuaram a campanha contra Neymar, agora na expectativa de aposentar o jogador antes de 2030. Ou seja, quatro anos antes da Copa de 2030, a imprensa “brasileira” já está em campo contra a Seleção e seus jogadores.
Lacombe não gostou nada do vídeo que viralizou na Internet com o Neymar do futuro trazendo o Hexa. Por meio de inteligência artificial, circulou um vídeo muito bem feito e emocionante de Neymar trazendo a taça do Hexa depois de consultar o Neymar criança. Vale a pena assistir.
Para gente de carne e osso, com alguma humanidade, o vídeo é muito bonito. Mas para as surucucus da imprensa capitalista, é preciso fazer um vídeo em que o “Neymar do futuro não trará o hexa porque estará sentado numa mesa de pôquer atuando profissionalmente. Esse é o futuro mais provável até aqui”.
Obviamente parte desse rancor advém do fato de que a Argentina não se sagrou campeã do mundo. Esses jornalistas estavam salivando com a chance de esculhambar a Seleção Brasileira, o torcedor, Neymar e outros patrimônios nacionais com a possível vitória argentina, que chegou à final em uma trajetória marcada pela ajuda do apito amigo. Para o bem do futebol, ela não veio.
Para Lacombe, o vídeo do Neymar do futuro deveria ser “o Neymar do presente se exercitando bravamente a fim de se preparar para a campanha vitoriosa de 2030. Corta para a realidade: Neymar não viaja com a delegação santista e vai participar de um campeonato de pôquer. Vídeos mostram o Neymar de carne e osso falando sem parar com a mesa, gabando-se de sua performance, auto-elogiando sua capacidade profissional – no pôquer”.
Neymar não é um jogador comum e, em grande medida, ainda joga futebol porque quer. Poderia, mesmo, se aposentar. Mas ele gosta e é muito bom, muito acima da média e ainda quer jogar. Quem gosta de futebol quer vê-lo jogar, claro; torce por ele, não contra ele. E é isso que incomoda Lacombe, não o que ele faz fora das quatro linhas.
Por outro lado, a vida extracampo de Neymar vale tanto para analisar o seu futebol quanto vale o que faz Lacombe fora da Folha de S.Paulo para avaliar seu jornalismo. E ninguém tem dúvida de que a vida extracampo de Neymar é muito mais interessante que a vida extra-imprensa da senhora Lacombe. Um é gênio do futebol, a outra é uma criada da imprensa capitalista.
Segundo Lacombe: “Neymar é uma manifestação que existe em duas realidades paralelas. Há quem o veja pelo que ele é hoje – um influenciador de casas de apostas que joga pôquer como se profissional fosse enquanto ainda faz parte da folha de pagamento do Santos, e há quem o veja como ocorrência desdobrada no tempo-espaço: o ídolo de uma espécie de realismo fantástico fixado num lugar inexistente”.
Ela está errada. Neymar é um ídolo do futebol e tudo o que ele tem de patrimônio e fama foi conquistado por mérito próprio. Um torcedor não envenenado, um amante do futebol torce para que ele esteja bem em 2030 e possa jogar. É só isso.
No que toca a dita realidade fantástica, quem a criou foi a imprensa “brasileira” e gente do estirpe de Lacombe. É uma realidade onde nada do Brasil tem valor, menos ainda seu futebol. Uma realidade onde um craque adorado nos quatro cantos do mundo é uma pessoa a ser rejeitada. A famosa realidade fantástica de que Messi é melhor que Pelé.
Ela própria, Lacombe, tem a própria vida dedicada ao Neymar. Diz ela, acompanhando a vida do craque mais que seu staff: “os vídeos do Neymar-real jogando pôquer são bastante assustadores. O comportamento teatral chama a atenção e o dia escolhido para ir jogar e postar nas redes sua performance no pôquer, enquanto seu time se preparava para entrar em campo, são indicadores de que, como diz o meme, alguma coisa muito errada não está certa”.
O que isso tem a ver (se for verdade) com Neymar jogar ou não a Copa de 2030? O que isso tem a ver com a habilidade do atacante santista? Nada. É uma intriga, um comentário malicioso para indispor, sem motivo, uma pessoa incauta contra Neymar e, por tabela, contra a própria Seleção. Uma indisposição irracional, já que Lacombe não tem argumento algum contra Neymar. Em último caso, uma fofoca.




