Eleições 2026

Rui Pimenta: regime político está esgotado e País caminha para virada

Presidente nacional do PCO afirmou que campanha eleitoral deve servir para apresentar um programa revolucionário e fortalecer o Partido diante das crises que se aproximam

Durante o lançamento das candidaturas do Partido da Causa Operária (PCO) no Rio Grande do Sul, realizado neste sábado (29), em Porto Alegre, Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido e candidato à Presidência da República, afirmou que o regime político brasileiro está esgotado e que o País caminha para uma mudança radical.

Pimenta apontou o crescimento do bolsonarismo, o desmoronamento de partidos tradicionais como PSDB, PMDB e DEM e o desgaste do PT como sinais desse processo. Segundo ele, depois de 17 anos de governos petistas, os problemas fundamentais do País continuam sem solução.

“Se o regime está esgotado, isso significa que ele não pode permanecer enquanto tal por muito tempo. Não quer dizer que amanhã vai acontecer alguma coisa catastrófica, mas não há dúvida nenhuma de que a situação se encaminha para uma mudança, e uma mudança radical”, afirmou.

Essa mudança, explicou, pode vir da mobilização popular ou assumir um caráter direitista, com uma aproximação entre as forças tradicionais da burguesia e a extrema direita.

O dirigente defendeu que o PCO aproveite as eleições para mostrar que a situação brasileira não pode ser resolvida com medidas paliativas. Citou a redução dos juros, o desenvolvimento da indústria e a política de segurança como exemplos de problemas que não podem ser solucionados sem enfrentar os interesses que sustentam o atual regime.

Entre as medidas defendidas pelo Partido, mencionou a reversão das privatizações, o desconhecimento da dívida pública e a estatização do sistema financeiro.

Pimenta também destacou que um dos principais objetivos da campanha é fortalecer o PCO, convencer novos setores da população de seu programa e incorporá-los à organização partidária.

A perseguição política ocupou parte importante de sua intervenção. O candidato citou o atraso na liberação do fundo eleitoral nas eleições anteriores, a exclusão do PCO de pesquisas, o silêncio da grande imprensa sobre a campanha, os processos judiciais contra o Partido, a recente operação da Polícia Federal em sua residência e o pedido de impugnação da candidatura de Ric Jones ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

O presidente do PCO reafirmou ainda a defesa do Hamas e da luta palestina e criticou a falta de solidariedade de setores da esquerda diante da perseguição sofrida pelo Partido.

“Ou você é um partido que tem a — eu não vou dizer a coragem, mas a hombridade — de defender as suas posições políticas, independentemente da reação que elas provocam, ou você não tem o direito de existir enquanto partido político”, declarou.

Ao final, convocou os militantes a intensificarem a campanha de rua no próximo mês, distribuir materiais, conversar com a população e ampliar a atuação nas redes sociais.

“A próxima etapa, como eu falei, vai ser uma etapa de virada na situação política, e o partido tem que preparar essa etapa”, afirmou.

Leia o discurso de Rui Costa Pimenta na íntegra

Boa tarde, companheiros. Queria começar destacando a importância do trabalho que nós estamos realizando nesse momento, aqui nas eleições. Estamos vivendo uma situação em que o regime político brasileiro, incluídas as forças políticas, se encontra completamente esgotado. Quando fazemos uma caracterização como essa, estamos querendo dizer que chegamos num ponto em que tem que haver uma mudança, obrigatoriamente.

A presença da extrema direita, do Bolsonaro, na eleição, e o peso que ela tem, é uma demonstração clara desse esgotamento. Por quê? Porque o bolsonarismo surge como uma força, digamos assim, exterior ao regime político tradicional. Lógico, nós sabemos que o Bolsonaro é um deputado, sempre foi um deputado do Centrão no Parlamento, que o partido do Bolsonaro é um partido tradicional, mas nós sabemos também que o eleitorado do Bolsonaro não vê a coisa assim. Para eles, isso aí é uma perspectiva de mudança radical na situação política brasileira. Então esse, eu acho, é um dos sinais mais claros do esgotamento do regime político.

Nós tivemos aí a primeira etapa do atual regime político dominada pelo trio, digamos assim, que era PSDB, PMDB e DEM. As ruínas desses partidos continuam aí, mas são ruínas: o edifício desmoronou. E o cuidado, a administração, a gerência do regime político ficou com o Partido dos Trabalhadores. E o Partido dos Trabalhadores, que já teve 17 anos de governo, justos, que dominou totalmente a situação política no último quarto de século, também está esgotado.

Muita gente percebe que a campanha do PT é uma campanha em que o PT fala isso, fala aquilo, fala aquilo outro, mas todo mundo se pergunta: o PT teve 17 anos, por que não colocou tudo isso em prática? 17 anos é muito tempo. Para muita gente, 17 anos é uma vida inteira. E o fato de que o PT não tenha conseguido resolver nenhum problema fundamental do País mostra também o esgotamento do regime político. Quer dizer, os partidos tradicionais foram rejeitados pela população, e o partido reformista, o partido que seria o partido da esquerda, se mostrou incapaz de produzir efetivamente qualquer coisa de novo. A expectativa que o eleitorado petista tinha com essa novidade se desfaz em todos esses mandatos, e principalmente no último, que é o atual mandato do presidente Lula.

Então, nós estamos fazendo uma campanha política, que é a campanha eleitoral, no momento em que a situação começa a dar indicações muito fortes de que vai haver uma virada. Quer dizer, se o regime está esgotado, isso significa que ele não pode permanecer enquanto tal por muito tempo. Não quer dizer que amanhã vai acontecer alguma coisa catastrófica, mas não há dúvida nenhuma de que a situação se encaminha para uma mudança, e uma mudança radical.

Logicamente, essa mudança pode se dar tanto pela direita como pela esquerda. Ela pode ser uma mudança impulsionada pela luta popular, ou pode ser uma mudança pelo alto, em que as forças políticas da burguesia se juntam com a extrema direita e levam o regime para uma situação direitista. O que também não é uma coisa fácil de fazer, porque não há uma base de apoio para tudo isso. Quando a gente vê a campanha do Flávio Bolsonaro, por exemplo, o que ele fala não é muito diferente do que falaria, por exemplo, o PSDB na eleição. A política é uma política neoliberal. Há rumores de que os grandes do setor financeiro estão apoiando a candidatura do Flávio Bolsonaro. Não sei se é fato, mas seria até uma coisa natural de acontecer.

Bom, a importância da nossa campanha está nisso. Nós temos que apresentar para a população, em primeiro lugar, esse fato de que as coisas estão para mudar, que elas têm que mudar, que elas vão mudar e que, inevitavelmente, vão mudar através de crises políticas. É muito difícil que você tenha um regime esgotado que passe tranquilamente para outro regime político sem uma crise de grandes proporções.

Quando o Brasil vivia a ditadura militar, nós tivemos uma longa transição da ditadura militar para um regime de aparência democrática, que é o atual regime. E essa transição foi cheia de crises. Vejam vocês que a ditadura, que tinha aí pessoas capazes do ponto de vista político, tentou operar essa transição da maneira menos dolorosa possível, e não conseguiu. Não foi possível. A transição acabou sendo operada pela ação do povo brasileiro nas ruas, através de grandes manifestações.

Esse é um fato interessante, porque muita gente não se dá conta disso. Eu estava conversando outro dia com a imprensa e, quando eu falei que o problema teria que ser resolvido pela mobilização popular, pelo povo nas ruas, essa pessoa meio que não conseguia entender do que eu estava falando. “Como assim? Não vai ser através da eleição?” Eu expliquei: a passagem da ditadura para o regime atual não foi pela via eleitoral. É uma coisa concreta, não é que nós estejamos especulando sobre isso. A passagem se deu através de uma crise muito grande.

Então, companheiros, nós temos que aproveitar essa campanha eleitoral. Por que temos que aproveitar a campanha eleitoral em particular? Porque é um momento em que o País inteiro começa, mesmo que a contragosto, a discutir problemas políticos. A discussão política vai aparecendo na imprensa, vai aparecendo — hoje em dia nós temos aí a facilidade das redes sociais — vai aparecendo nas redes sociais. Dá para conversar com todo mundo, explicar por que nós estamos participando da eleição, qual é o nosso programa, qual é a nossa perspectiva. É um momento favorável para uma campanha política.

Então nós temos que fazer uma campanha política para explicar, fundamentalmente — para reduzir a uma ideia simples —, que a situação brasileira não vai admitir medidas paliativas. É preciso uma mudança radical, ou seja, uma mudança revolucionária. E nós temos que mostrar que isso não só é viável, porque muita gente acha que não é viável, como é necessário, e eu diria até inevitável.

Nós temos que mostrar, por exemplo, que não adianta você chegar aqui e falar assim: “eu tenho uma proposta macroeconômica para reduzir os juros”. É bobagem isso. É bobagem. Os juros, por exemplo, no Brasil, o Copom, o Banco Central pode reduzir com uma canetada. Eles fazem uma reunião lá e falam: a partir de amanhã, a taxa de juros é de 3%. Eles não fazem isso porque o regime não permite. Vocês viram: Lula começou o governo dele falando em redução da taxa de juros, e depois levou a taxa de juros à estratosfera. Então não adianta.

Aí aparecem esses candidatos folclóricos, como Renan Santos, por exemplo: “vou construir mais 500 mil vagas nos presídios”. É uma idiotice isso. Quem é que não sabe que essa é uma política de enxugar gelo? Não tem sentido. “Ah, nós vamos desenvolver a indústria nacional.” Como é que o governo, o Estado brasileiro, vai desenvolver a indústria nacional se a maior parte do orçamento federal é entregue na mão dos bancos? Quer dizer, não há soluções pequenas, não há fórmulas mágicas. É preciso uma mudança radical: reverter as privatizações, desconhecer a dívida pública, estatizar o sistema financeiro, e por aí vai — todo mundo conhece o nosso programa.

Algumas pessoas vão olhar para o que a gente está falando com ceticismo, sem dúvida nenhuma. As pessoas vão aprender da experiência, esse é o normal. Mas nós temos que entender — e isso aqui é o mais importante — que há um público minoritário, mais importante, que está atento àquilo que nós estamos falando. Nós temos que convencer o maior número possível de pessoas, esclarecer, e nós temos que agrupar essas pessoas no PCO. O fortalecimento do PCO enquanto partido é um ponto essencial da campanha política. Quer dizer, nós precisamos ter o maior número possível de pessoas que defendam essas propostas, que apresentem essas propostas em todos os lugares. Esse é o sentido da campanha eleitoral que nós estamos fazendo nesse momento, que está praticamente começando.

Nós temos que prestar bastante atenção na seguinte questão: nós temos que nos dirigir a todas as camadas sociais e nós temos que nos dirigir a todo o espectro político-ideológico do País. Uma deficiência da esquerda diante da extrema direita é que ela não tem uma política capaz de convencer a base eleitoral da extrema direita. O que é uma coisa extraordinária, porque a extrema direita tem metade do eleitorado brasileiro. Então você não tem nada a oferecer para metade do eleitorado. Não quer dizer que, se o PT tivesse uma política mais correta, ele fosse convencer esse pessoal, mas pelo menos ele abriria a perspectiva de convencimento. Mas ele não quer. Ele aparece como um partido autoritário, como um partido que persegue os adversários políticos, e portanto ele realmente não consegue convencer ninguém.

Nós temos que nos dirigir a todos esses setores. Há setores da esquerda que não sabem direito como definir o PCO, o que é uma coisa natural, porque o PCO é um fenômeno diferente na política brasileira. Então alguns falam que nós somos aqui uma dependência do PT — é um absurdo isso. Outros falam que nós estamos ligados à extrema direita, que nós somos bolsonaristas — é tudo absurdo. O fato é que nós conseguimos discutir com pessoas de diferentes espectros políticos. E nós temos que ganhar essas pessoas para as nossas posições. Nós temos que ter paciência, nós temos que ter um trabalho sério de convencimento. E nós vamos conseguir agrupá-las; efetivamente, nós agrupamos pessoas de diferentes origens políticas. E esse é o trabalho que nós temos que realizar.

Queria chamar a atenção também, como já foi falado aqui, para o problema da perseguição política. Eu acho que não dá para a gente falar hoje, aqui nesse evento, de tudo o que acontece com o PCO. Eu acho que até uma parcela dos nossos militantes e filiados partidários não tem noção. A perseguição contra o PCO é uma coisa implacável, sistemática e muito abrangente.

Vou dar alguns exemplos aqui que são significativos. Por exemplo, nas duas últimas eleições nós recebemos o fundo eleitoral — o pessoal fala que o PCO vive do fundo eleitoral — nós recebemos o fundo eleitoral faltando uma semana para terminar a eleição. Por que aconteceu isso? Por causa da perseguição política. Na eleição retrasada, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, tinha colocado a gente no inquérito das fake news e segurou o nosso fundo eleitoral para impedir que o PCO fizesse campanha eleitoral. Na eleição passada aconteceu a mesma coisa, sem nenhuma explicação. Nessa eleição aqui, o Ministério Público entrou com uma representação para que o PCO não receba o fundo eleitoral. Está na mão do presidente do TSE. Vamos ver se o fundo eleitoral sai em tempo hábil de fazer campanha eleitoral.

Nas pesquisas eleitorais, por exemplo, o nome dos nossos candidatos não aparece na maioria delas. É um boicote total. A Rede Globo, por exemplo, fala que eles acompanham o dia a dia de todos os candidatos. Os nossos não… Não deram nenhuma notícia sobre a minha campanha, em lugar nenhum.

Nós temos aí vários processos judiciais. Qual é a técnica do processo judicial? É o seguinte: em muitos desses processos você não vai ser condenado, mas você precisa ir lá, você precisa se defender, precisa perder tempo, precisa apresentar provas, precisa contratar advogados. E todo mundo viu o que aconteceu na semana anterior, que a Polícia Federal, sem motivo nenhum, invadiu minha residência de madrugada. É um absurdo. Não havia motivo nenhum para isso. E eles fizeram isso por quê? Fizeram isso, logicamente, para causar um impacto contra o partido, mas também para aparecer na imprensa, no meio da eleição, que o candidato a presidente está sendo investigado pela Polícia Federal. Aí a imprensa fala assim: “destinou dinheiro a empresas de militantes do partido”. Isso não é crime. O TSE autoriza você a fazer isso. Todos os partidos fazem exatamente a mesma coisa. Aí virou escândalo, e a pessoa que lê a matéria não sabe de nada. Então fica aquela coisa negativa. Lógico que a gente tem capacidade de reação, e reagimos.

Aqui no Rio Grande do Sul, por exemplo, o partido inscreveu a candidatura do companheiro Ric Jones. Imediatamente o Ministério Público entrou com o pedido de impugnação da candidatura dele. Por quê? Motivo nenhum. Porque o processo no qual ele foi injustamente condenado foi anulado, certo? Então tem que haver um novo julgamento; ele não está condenado em lugar nenhum. Quando o Ministério Público quer impugnar a sua candidatura porque você teria cometido um crime, quando todo mundo sabe que o processo foi anulado, o nome disso é perseguição política, nua e crua. Então o tempo todo é assim.

Até a nossa divergência com a esquerda assume o mesmo caráter de perseguição política. Queria destacar aqui, acho que é importante destacar, que a esquerda, de um modo geral, não se solidarizou com o PCO no que aconteceu. Indivíduos se solidarizaram. Nem a esquerda que se diz revolucionária se solidarizou. Por quê? Porque a nossa posição sobre questões que, na minha opinião e na opinião da maioria das pessoas, são secundárias — como, por exemplo, a questão dos transexuais — não é a opinião deles. Quer dizer, eles fazem parte do processo de perseguição ao partido.

Então, é importante destacar esse fato por dois motivos. Primeiro, porque mostra que há um esforço muito grande para barrar o caminho do PCO. Quer dizer, nós estamos trilhando um caminho que as pessoas não querem que a gente trilhe. O partido está se desenvolvendo, a nossa influência política vem aumentando, e isso não pode acontecer: é necessário impedir que isso aconteça. Em segundo lugar, nós não devemos ficar minimamente intimidados por esse fato. Nós temos simplesmente que reagir. Nós temos que fazer campanha, como foi dito aqui por vários companheiros. Nós defendemos o Hamas no momento em que a esquerda ou era contra, ou tinha medo de se pronunciar.

Bom, tudo bem? Acho que sim. Então, nós defendemos o Hamas no momento em que a esquerda tinha medo. Os acontecimentos posteriores mostraram que era para ter medo mesmo. A perseguição é total. A perseguição ao PCO é por causa disso. É total, é muito grande. Agora: ou você é um partido que tem a — eu não vou dizer a coragem, mas a hombridade — de defender as suas posições políticas, independentemente da reação que elas provocam, ou você não tem o direito de existir enquanto partido político. Isso é uma coisa que tem que ficar clara.

O que acontece na Palestina é uma coisa monstruosa, é uma das coisas mais monstruosas que já aconteceram, e o pessoal fica intimidado pela política de perseguição do sionismo dentro do Brasil. Não podemos fazer isso, não fazemos, e temos que enfrentar a situação. Isso é uma coisa fundamental.

Uma coisa que eu acredito ser uma característica fundamental do nosso partido é que nós falamos aquilo que a gente pensa, doa a quem doer. Se nós achamos, por exemplo, que o processo contra o Jair Bolsonaro, que é o líder da extrema direita brasileira, é uma farsa, nós vamos falar que é uma farsa. Se nós achamos que a política de censura é uma política reacionária, mesmo que a maioria da esquerda diga que é uma política para proteger os oprimidos, nós vamos falar que não é verdade, que isso é uma farsa. Então, nós temos que dar continuidade não apenas à luta por um programa, mas a uma determinada maneira de ser enquanto partido. E com isso, logicamente, nós vamos atraindo pessoas e criando um partido cada vez mais forte.

A próxima etapa, como eu falei, vai ser uma etapa de virada na situação política, e o partido tem que preparar essa etapa. Esse é o sentido da nossa campanha eleitoral. Nós temos que preparar os militantes para enfrentar os problemas, porque, se a etapa for uma etapa de virada, como nós estamos dizendo, isso vai abrir amplas oportunidades para a construção de um partido operário e de um partido revolucionário no Brasil, mas vai colocar também problemas igualmente grandes. Então nós temos que estar preparados para as duas coisas: para intervir numa etapa favorável e para enfrentar os problemas que vão se colocar no nosso caminho.

E eu tenho confiança, acompanhando por tudo que eu vi. Essa aqui é a quarta atividade de campanha eleitoral de que eu participo. Por tudo que eu vi pelo País, há uma tendência geral muito favorável. Então nós temos que organizar aqui um comitê de campanha do Rio Grande do Sul, aproximar pessoas, discutir com as pessoas, envolver o maior número possível de pessoas na campanha eleitoral. Nós temos condição de envolver muita gente na campanha eleitoral em nível nacional; nós já estamos, na realidade, envolvendo muita gente. E nós temos que fazer isso aqui também. O trabalho aqui está um pouco deficiente ainda, mas isso é uma condição que nós temos plenas condições de superar.

Nós temos que ir atrás de fazer campanha, nós vamos começar a fazer campanha de rua. Vocês têm que lembrar que basicamente quem vai fazer campanha de rua somos nós; o resto vai fazer campanha na internet. Nós temos que sair à rua, conversar com o povo, distribuir o material — distribuir esse material que a Polícia Federal alega que a gente não imprime. Então temos que distribuir esse material que não é impresso, segundo a Polícia Federal, e conversar com a população na rua. Nós temos que estar nas ruas todos os dias no próximo mês. Nós temos um mês de campanha. Então nós temos que estar nas ruas todos os dias, no próximo mês, conversando com o maior número possível de pessoas, distribuindo material.

Temos que chamar todos os companheiros a fazer campanha na Internet, que é importante também. Não pode ser uma campanha exclusivamente de Internet, mas também é uma campanha importante. Temos que estar em todos os lugares, falando, explicando, divulgando nosso programa, convencendo as pessoas, aproximando novas pessoas do partido, incorporando essas pessoas ao partido, fortalecendo a política revolucionária. E nós temos que fazer isso com o máximo vigor agora, durante as eleições. É isso, companheiros. Muito obrigado.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.