A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam. A decisão foi tomada pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da capital, depois que a acusação original de crime doloso contra a vida foi desclassificada para lesão corporal leve.
O Ministério Público havia acusado Oruam de tentativa de homicídio por arremessar pedras contra policiais que cumpriam um mandado de busca e apreensão em sua residência, em julho de 2025. O processo seguirá em uma vara criminal comum, e o artista ainda responde por ameaça, dano, resistência e desacato.
A mudança expõe o abuso cometido contra o cantor. Uma ocorrência agora tratada como lesão leve foi apresentada durante meses como tentativa de assassinato. Com essa acusação desproporcional, o aparelho judicial justificou uma medida que deveria ser excepcional e transformou a prisão preventiva em pena antecipada.
A defesa já havia informado que Oruam apresentava tuberculose pulmonar e um quadro grave de saúde. Mesmo assim, um pedido anterior de revogação foi rejeitado.
Oruam tornou-se alvo de uma campanha da direita contra artistas de origem pobre e ligados às favelas. Prefeituras e parlamentares chegaram a propor medidas para impedir suas apresentações, sob o pretexto de combater a chamada apologia ao crime.





