O povo iraniano participou nesta terça-feira (17) de atos e cerimônias para marcar os 40 dias do martírio das vítimas dos distúrbios pró-imperialistas de janeiro. Em Teerã, a capital, a principal atividade ocorreu na Grande Mosalla do Imã Khomeini, reunindo familiares dos mártires, autoridades nacionais e militares, além de ativistas políticos e culturais e representantes de diferentes setores da população.
A cerimônia na Mosalla começou às 14h30 no horário local (11h GMT) e foi apresentada como parte de uma jornada de homenagens aos mortos dos acontecimentos de início de janeiro. Antes dos atos, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) afirmou que um “grande complô norte-americano-sionista” fracassou e convocou marchas em memória dos mártires.
A onda de eventos começou no fim de dezembro, quando dificuldades econômicas, provocadas e aprofundadas por anos de criminosas sanções imperialistas, levaram comerciantes a realizar protestos pacíficos em Teerã e em outras cidades. As manifestações, então, foram transformadas em violência nos dias 8 e 9 de janeiro após infiltração de elementos terroristas e homens armados apoiados do exterior.
As autoridades iranianas apresentaram provas de que Estados Unidos e “Israel” organizaram os distúrbios. Nos EUA, Donald Trump estimulou os manifestantes a tomar instituições públicas e voltou a ameaçar o Irã com ação militar. “Continuem protestando! Tomem o controle de suas instituições! […] A ajuda está a caminho”, escreveu no início de janeiro em sua rede Truth Social.
Depois, em entrevista ao canal 13 de “Israel”, o ex-secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo elogiou o apoio dos EUA e da entidade sionista aos distúrbios. Pompeo defendeu que os EUA e seus aliados aproveitassem a “oportunidade estratégica incomum” criada nas ruas e seguissem com “pressão incessante, em vez de vacilações diplomáticas”, para derrubar o sistema da República Islâmica.
Segundo levantamento feito pelo governo do Irã, 3.117 pessoas morreram como consequência da intervenção estrangeira nos assuntos internos do país, incluindo integrantes das forças de segurança e pessoas de diversos setores da população. As homenagens desta terça-feira foram apresentadas como uma resposta política e popular a essa ofensiva, reafirmando a disposição de resistir às operações de desestabilização promovidas pelo imperialismo.




