Abu Obeida, porta-voz das Brigadas al-Qassam, braço militar do Hamas, saudou os combatentes do Hesbolá em declaração divulgada na sexta-feira (19). Na fala, ele elogiou as pesadas perdas impostas a “Israel” no sul do Líbano pela resistência libanesa. Segundo Abu Obeida, a luta no Líbano é a mesma travada na Palestina contra “Israel”, e resistir à agressão é direito e dever garantido por leis e princípios.
Abu Obeida saudou os “braços dos combatentes da liberdade do Hesbolá”. A declaração ocorreu em meio à continuidade das violações “israelenses” no Líbano, principalmente no sul do país, mesmo após o anúncio de cessar-fogo ligado ao acordo entre Estados Unidos e Irã. Para o porta-voz do Hamas, a batalha no Líbano faz parte da luta contra a agressão “israelense”.
A declaração também denunciou que “Israel” tenta compensar seus fracassos em várias frentes por meio da escalada de crimes contra a população civil e da manutenção da ocupação. Segundo Abu Obeida, o inimigo tenta separar as diferentes frentes da resistência, mas não conseguiu atingir esse objetivo. Ao contrário, teria colhido decepção e derrota ao longo de dois anos e meio de guerra.
A fala do Hamas destacou a unidade entre as frentes da resistência. O Hesbolá, no Líbano, atua contra a presença e os ataques de “Israel” no sul do país. As Brigadas al-Qassam, em Gaza, enfrentam a ocupação “israelense” no território palestino. Ao saudar os combatentes libaneses, Abu Obeida afirmou que a luta contra “Israel” não está isolada em Gaza, mas se estende por uma rede regional de resistência.
A declaração ocorreu após a resistência do Hesbolá na área de Kfar Tibnit e Ali al-Taher, em Nabatieh. A Resistência Islâmica no Líbano descreveu a região como uma área impenetrável ao avanço inimigo e afirmou que seus combatentes “escreverão epopeias” em defesa de seu país e de seu povo. A declaração fez referência a Karbala, símbolo de resistência e sacrifício na tradição islâmica xiita.
Veículos de comunicação de “Israel” reconheceram que o Exército “israelense” fracassou em tomar as alturas estratégicas de Ali al-Taher, na região de Nabatieh. A incursão contra Ali al-Taher e Kfar Tibnit foi repelida pela resistência libanesa, que atingiu três tanques Merkava. A imprensa “israelense” descreveu a noite como uma das mais difíceis da história de “Israel”, relatando quatro soldados mortos, incluindo um comandante de batalhão, e cerca de 17 feridos.
Abu Obeida apresentou a atuação do Hesbolá não apenas como defesa do Líbano, mas como parte da luta de toda a resistência contra a ocupação. Para o Hamas, a derrota “israelense” no sul do Líbano mostra que a agressão encontra limites quando enfrenta combatentes organizados e dispostos a defender seu povo.




