Em uma eleição dominada por políticos profissionais, empresários e representantes das classes abastadas, o Partido da Causa Operária (PCO) apresenta trabalhadores como candidatos e leva para a campanha reivindicações surgidas diretamente da experiência da classe operária.
Entre eles estão Bruno Pedreiro, operário da construção civil; Adriano Funileiro, operário de uma oficina; e Luiz Eugênio, metalúrgico e sindicalista em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.
A presença dos três expressa uma política fundamental do PCO: os trabalhadores não devem aparecer nas eleições apenas como eleitores dos representantes da burguesia. Precisam apresentar seus próprios candidatos e um programa independente dos interesses dos capitalistas.
Bruno Pedreiro, candidato ao governo de Santa Catarina, trabalha na construção civil e milita no PCO desde 2023. Durante o período do golpe de Estado, denunciou nas redes sociais os ataques contra os trabalhadores e a ofensiva contra o País. Essa atividade política o aproximou do Partido e da luta contra a burguesia e o imperialismo.
Sua profissão está diretamente ligada a uma das principais bandeiras que apresenta: um plano nacional para construir milhões de moradias populares sob controle dos trabalhadores.
Uma obra dessa dimensão permitiria enfrentar o déficit habitacional e, ao mesmo tempo, criar milhões de empregos na construção civil e nos setores ligados à atividade.
Bruno também defende a expropriação dos imóveis mantidos vazios pela especulação imobiliária, a proibição dos despejos e das desocupações e a redução da jornada para 35 horas semanais, sem diminuição dos salários.
Na política internacional, apoia o Hamas e o conjunto da resistência palestina na luta contra o Estado genocida de “Israel” e pela libertação da Palestina.
Candidato ao governo do Paraná, Adriano Funileiro leva para a campanha a luta contra a repressão aos trabalhadores, aos jovens e à população negra.
Adriano começou sua militância no movimento estudantil, na UEP, e hoje participa do Coletivo João Cândido, organização de negros do PCO, além de atuar no trabalho regional do Partido no Sul do País.
Uma de suas principais bandeiras é a dissolução da Polícia Militar e de todo o aparelho repressivo responsável pelo massacre da população pobre.
As forças policiais matam mais de seis mil pessoas por ano no Brasil. A maioria das vítimas está nos bairros operários e entre os setores mais pobres da população, particularmente os negros.
Contra essa verdadeira guerra interna, Adriano defende o direito de autodefesa dos trabalhadores da cidade e do campo e a formação de comitês de autodefesa nos bairros.
Na educação, sustenta o fim dos vestibulares e o livre ingresso nas universidades.
O sistema atual mantém milhões de filhos de trabalhadores afastados do ensino superior, seja pela quantidade limitada de vagas, seja porque uma parcela enorme da juventude é obrigada a trabalhar desde cedo e não dispõe das mesmas condições dos setores mais ricos.
Candidato ao Senado no Rio de Janeiro, Luiz Eugênio leva às eleições décadas de experiência nas lutas dos trabalhadores do Sul Fluminense.
Metalúrgico e ativista sindical em Volta Redonda, participou e ajudou a organizar importantes mobilizações operárias e populares numa região profundamente marcada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que exerce enorme influência sobre a vida de milhares de famílias.
Luiz Eugênio também atua no movimento popular por meio da Federação das Associações de Moradores do Estado do Rio de Janeiro (Famerj), junto às organizações dos bairros fluminenses.
Sua atuação está diretamente ligada à luta contra as privatizações e as demissões.
Ele defende a unificação dos trabalhadores das empresas estatais para barrar a entrega do patrimônio público por meio de greves e ocupações.
Empresas que demitam em massa ou ameacem fechar devem ser ocupadas e colocadas sob controle dos próprios trabalhadores.
O metalúrgico também sustenta o direito irrestrito de greve e se opõe à intervenção do Estado nos sindicatos, utilizada para limitar mobilizações e impedir que as categorias decidam livremente suas formas de luta.
Para os trabalhadores demitidos, propõe um salário-desemprego igual ao último salário recebido. Defende ainda a reposição integral de 100% das perdas salariais.
Bruno, Adriano e Luiz Eugênio não são casos isolados nas chapas do PCO. Em diversos estados, o Partido apresenta candidatos que vivem diretamente do próprio trabalho em fábricas, oficinas, obras, serviços, transporte e no campo.
Também não apresentam um programa pessoal: tudo o que defendem é defendido por todos os candidatos do PCO, são as ideias do Partido e o programa de transição para a revolução proletária e o socialismo.
No Paraná, Jucimar Rodrigues é mecânico industrial e trabalha diretamente na manutenção das máquinas utilizadas na produção. Em São Paulo, aparecem candidatos como Maria da Silva, trabalhadora do ramo de calçados e bolsas durante toda a vida; Zé dos Reis, ajudante geral; e Marcão, auxiliar de processos produtivos.
No Rio de Janeiro, Jamaica é operário metalúrgico e trabalhou na Companhia Siderúrgica Nacional, tendo atuação sindical dentro da fábrica. Edileuza Ramos, candidata a deputada federal, é diarista e passou a vida trabalhando em residências, durante grande parte do tempo sem carteira assinada, férias ou outras garantias trabalhistas.
Há ainda trabalhadores rurais e camponeses. Estevão Silva, candidato a vice-governador em Minas Gerais, é trabalhador rural; Adriano Trajano, candidato ao Senado pela Paraíba, é agricultor e integra o Comitê de Luta de Campina Grande. No Amapá, Jairo Palheta atua na luta pela terra e Eliana Brandão é agricultora meeira e vendedora, além de participar da organização dos sem-terra.
Em Pernambuco, Genilda Maria é trabalhadora do ramo têxtil e participa do movimento de moradia. Na mesma chapa, Dorgival Sales é operário. No Ceará, aparecem trabalhadoras como Glaycianne Souza, cozinheira, e Aureni Silva, costureira.
Os três candidatos em destaque atuam em setores diferentes da classe operária e levam para a campanha problemas que conhecem diretamente.
Enquanto os partidos burgueses procuram o trabalhador principalmente na hora do voto, o PCO apresenta trabalhadores como candidatos e coloca suas reivindicações no centro da disputa política. A relação de candidaturas inclui operários industriais, trabalhadores da construção, costureiras, motoristas, diaristas, cozinheiros, agricultores e trabalhadores de serviços.
Veja a lista de trabalhadores candidatos pelo PCO
- Bruno Pedreiro do PCO — servente de obras — governador — SC
- Adriano Funileiro — funileiro — governador — PR
- Jucimar Rodrigues — mecânico industrial — deputado estadual — PR
- William Silva — cozinheiro — deputado federal — SP
- Maria da Silva — costureira — deputada estadual — SP
- Zé dos Reis — ajudante geral — deputado estadual — SP
- Douglas Martins — auxiliar de cuidador — deputado estadual — SP
- Marcão — auxiliar de processos produtivos — deputado estadual — SP
- Luiz Eugênio — metalúrgico — senador — RJ
- Jamaica — operário metalúrgico — deputado federal — RJ
- Edileuza Ramos — diarista — deputada federal — RJ
- Henrique Áreas — operador de triagem e transbordo — governador — MG
- Estevão Silva — trabalhador rural — vice-governador — MG
- Silvia Benites — funcionária do setor de frios — vice-governadora — MS
- Josiel Machado — faxineiro — deputado estadual — MS
- Marcelo Millet — motorista — senador — BA
- Bira — modelista de calçados — deputado federal — PE
- Dorgival Sales — operador de máquina de fabricação de cosméticos — deputado estadual — PE
- Genilda Maria — costureira — deputada estadual — PE
- Adriano Trajano — agricultor — senador — PB
- Latifi Haikal — motorista de aplicativo — deputada federal — PB
- Glaycianne Souza — cozinheira — deputada federal — CE
- Aureni Silva — costureira — deputada federal — CE
- Itallo Lambertiny Sá — ambulante — deputado federal — PI
- Jairo Palheta — agricultor e tecnólogo em mineração — governador — AP
- Elielton Silva — motorista de aplicativo — deputado federal — AP
- Eliana Brandão — agricultora e vendedora — deputada estadual — AP





