Organizações da Resistência Palestina elogiaram, na segunda-feira (1º), a decisão do Irã de suspender negociações de cessar-fogo e a troca de mensagens indiretas com os EUA. A medida foi saudada como posição de princípio diante dos ataques de “Israel” contra Gaza e o Líbano. As organizações afirmaram que qualquer acordo real deve começar pelo fim completo da agressão norte-americana e sionista em todas as frentes.
A decisão do Irã foi interpretada pela Resistência Palestina como recusa a separar Gaza e Líbano do confronto regional. Para essas organizações, aceitar negociações enquanto “Israel” segue bombardeando e ameaçando novas escaladas permite que a ocupação avance no terreno e busque ganhos diplomáticos ao mesmo tempo. O comunicado destacou a unidade das frentes de batalha e rejeitou tentativas de isolar cada território.
O Irã suspendeu as conversas com os EUA em resposta aos ataques contínuos de “Israel” contra o Líbano e Gaza e às ameaças crescentes contra o Subúrbio Sul de Beirute. Autoridades iranianas afirmaram que o Líbano é parte integral de qualquer acordo de cessar-fogo. Assim, violações contra o território libanês minam qualquer entendimento diplomático com os norte-americanos.
A tensão aumentou na segunda-feira, depois que autoridades da ocupação de “Israel” ameaçaram uma grande escalada contra Beirute e emitiram avisos de deslocamento a moradores do Subúrbio Sul. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que um ataque planejado contra a capital libanesa havia sido cancelado após telefonema com o primeiro-ministro de “Israel”, Benjamin Netaniahu. O recuo ocorreu em meio a relatos de pressão norte-americana para evitar uma confrontação regional mais ampla.
Para as organizações palestinas, o episódio confirmou a eficácia da posição iraniana. Ao conectar as frentes, o Irã impediu que “Israel” e os EUA negociassem de um lado enquanto ameaçavam destruição de outro. O comunicado afirmou que a postura iraniana bloqueia a imposição de novos fatos no terreno por meio de escalada militar, deslocamento e punição coletiva.
As organizações também sustentaram que entendimentos parciais, enquanto a agressão continua, servem apenas aos interesses da ocupação. Na avaliação delas, um cessar-fogo verdadeiro precisa incluir o fim dos ataques de “Israel”, a retirada das forças de ocupação do território libanês e a interrupção da guerra contra Gaza. Sem esses pontos, qualquer negociação funciona como cobertura para a continuidade da violência.
O comunicado também reproduziu alertas do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI). A Organização de Inteligência do CGRI afirmou que qualquer cruzamento de linhas vermelhas no Líbano ou em Gaza será considerado ato direto de guerra, com consequências para a segurança nacional do Irã e para todo o Eixo da Resistência. O órgão também declarou que o Irã está preparado para medidas adicionais de dissuasão e para abrir novas frentes defensivas caso a agressão continue.





