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O que acontecerá após o novo fechamento de Ormuz? Assista no Plantão Irã

A conjuntura na Faixa de Gaza e as negociações de cessar-fogo no Cairo também receberam ampla atenção no programa

Na edição exibida nesta quinta-feira (11), o programa diário Plantão Irã, transmitido pela Causa Operária TV, analisou o anúncio do novo fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano, além das recentes operações de inteligência que infligiram perdas às forças norte-americanas na região.

O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, foi apontado pelos apresentadores como a principal medida de retaliação da República Islâmica contra as recentes agressões do imperialismo norte-americano e o Estado de “Israel”. Pedro Burlamaqui explicou que a decisão partiu do Quartel-General Selo dos Profetas, principal centro operacional das forças armadas iranianas, cujo comandante alertou que qualquer movimentação na passagem será tratada como alvo militar.

Ao comentar o impacto da medida, Victor Assis destacou a capacidade de iniciativa do Irã frente ao cenário de crise generalizada. Segundo o comentarista, o que se observa na região é um marco histórico na luta anti-imperialista. Ele afirmou que “estamos diante de um regime de características revolucionárias”, argumentando que as autoridades iranianas se negaram a aceitar as condições impostas pelo imperialismo e decidiram enfrentar a situação com base na força de suas próprias defesas e de seus aliados.

O programa também detalhou uma operação de inteligência conduzida pelo Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI). Baseado em relatórios da agência de notícias Fars, Burlamaqui relatou que o Irã rastreou com precisão o voo de duas grandes aeronaves P-8 dos Estados Unidos e o posicionamento de jatos F-35 dentro de hangares na Jordânia. Essa precisão permitiu que mísseis balísticos iranianos atingissem com sucesso as bases de Shaikh Isa no Barém, Ali Al Salim no Cuaite e Azraq na Jordânia, destruindo infraestruturas militares cruciais e gerando prejuízos substanciais ao exército norte-americano.

Outro ponto alto do programa foi a exposição das publicações contraditórias feitas por Donald Trump em sua rede social, a Truth Social. Em um primeiro momento, o presidente norte-americano ameaçou tomar a Ilha de Kharg e assumir o controle total dos mercados de petróleo e gás iranianos, alegando que a capacidade defensiva do Irã havia sido destruída. Pouco tempo depois, contudo, Trump recuou publicamente ao anunciar o cancelamento dos bombardeios programados, sob a justificativa de que um acordo de alto nível havia sido costurado e aprovado pelas partes envolvidas.

A resposta do parlamento iraniano veio de forma imediata e contundente. O Plantão Irã reproduziu a declaração de Ebrahim Azizi, líder da Comissão de Segurança Nacional e de Política Externa do Parlamento do Irã, que classificou as postagens de Trump como uma “verborragia confusa e maluca”. Azizi mandou um recado direto ao mandatário norte-americano ao afirmar que o presidente delirante dos Estados Unidos deveria saber que, se tomar qualquer medida equivocada em solo iraniano, receberá uma resposta que ficará registrada na história.

A conjuntura na Faixa de Gaza e as negociações de cessar-fogo no Cairo também receberam ampla atenção. Pedro Burlamaqui informou que, de acordo com o representante do Hamas, Husam Badran, as reuniões entre as diferentes organizações palestinas estão progredindo positivamente em direção a uma política nacional unificada para a segunda fase do plano de trégua. Em contrapartida, Burlamaqui ressaltou a ausência do Fatá nas negociações, uma vez que a Autoridade Palestina ordenou o boicote às discussões no Egito.

Victor Assis explicou que existe uma crise profunda dentro do Fatá. Ele apontou que, enquanto a burocracia do Partido é sustentada pelo dinheiro do sionismo e do imperialismo para desviar os propósitos da organização, a base e lideranças expressivas, como Maruã Barguti, defendem abertamente a união com o Hamas e a continuidade da luta armada. Assis contrastou a sólida unidade e a disciplina das forças de resistência palestinas sob a liderança do Hamas com o cenário de divisões e conflitos internos que assola o próprio gabinete de Benjamin Netaniahu em “Israel”.

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