A eliminação para a Noruega na segunda fase da Copa do Mundo voltou a alimentar a campanha de que o futebol brasileiro teria chegado ao fim. Os números, no entanto, mostram exatamente o contrário. Mesmo sem conquistar o Mundial há 24 anos, o Brasil acumulou títulos em quantidade superior à de qualquer outra potência do futebol.
Desde a conquista de 2002, a Seleção Brasileira ganhou oito competições internacionais importantes: três Copas América, três Copas das Confederações e duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos. Nenhuma outra seleção apresenta desempenho semelhante no mesmo período.
A Argentina, além da Copa de 2022, conquistou duas Copas América, armadas para a sua vitória. A Alemanha ganhou apenas dois títulos internacionais, assim como a França. A Inglaterra não conquistou nenhum. Mesmo atravessando o maior período de sua história sem vencer uma Copa do Mundo, o Brasil permaneceu como a seleção mais vitoriosa do planeta.
Entre os clubes, a superioridade é ainda mais evidente. Nas últimas 20 edições da Libertadores, os brasileiros conquistaram 13 títulos, contra apenas cinco dos argentinos. O futebol brasileiro não apenas dominou a principal competição sul-americana como ampliou sua distância em relação aos clubes dos demais países.
No Mundial de Clubes da FIFA, o Brasil soma quatro títulos. Nas últimas duas décadas, os únicos campeões que não vieram da Europa foram Internacional e Corinthians. Os clubes argentinos não conquistaram nenhuma edição e acumularam quatro vice-campeonatos.
O histórico da competição confirma a posição brasileira. Os clubes espanhóis lideram com oito títulos e um vice-campeonato. Os britânicos aparecem em seguida, com cinco títulos e dois vices. O Brasil ocupa o terceiro lugar, com quatro conquistas e seis segundos lugares, à frente de Itália e Alemanha, que possuem dois títulos cada.
A esses resultados somam-se as cinco Copas do Mundo conquistadas pela Seleção Brasileira. Sem as fraudes que marcaram diversas edições do torneio, esse número poderia chegar a muito mais.
Uma Copa do Mundo, porém, não é vencida automaticamente pela melhor seleção. Uma partida eliminatória concentra acidentes, erros de arbitragem, falhas individuais e decisões equivocadas. O Brasil, muito superior à Noruega, foi eliminado após falhas graves. O resultado não transforma o futebol norueguês numa potência nem prova a decadência brasileira.
O mesmo vale para as eliminações nas quartas de final durante o ciclo de Tite. A Seleção jogava bem e esteve perto de avançar tanto em 2018 quanto em 2022. Ainda assim, a imprensa esportiva promoveu uma campanha pela saída do treinador e apresentou cada derrota como prova da necessidade de começar tudo novamente.
Agora, muitos dos que exigiram a demissão de Tite apresentam a Espanha como exemplo de planejamento, depois de anos de eliminações e vexames. Julgam todo o trabalho pelo último resultado e transformam o campeão do momento em modelo universal.





