Izadora Dias, candidata ao governo de São Paulo pelo Partido da Causa Operária (PCO), apresentou as principais propostas do Partido durante entrevista ao EPTV1. A participação fez parte da série da emissora com os candidatos que registraram menos de 5% das intenções de voto na pesquisa Quaest de 25 de agosto.
Cada candidato recebeu dois minutos para falar sobre quatro áreas: saúde, educação, segurança pública e habitação. Antes de entrar nos temas separadamente, Dias explicou que as propostas apresentadas pelo PCO nos estados fazem parte de um programa nacional.
“Uma coisa que eu gostaria de esclarecer para o público, nossos eleitores, é que o Partido da Causa Operária tem um programa político único, nacional, porque nós acreditamos que, para você conseguir avançar regionalmente e avançar nessas questões específicas, nós temos que resolver problemas nacionais”, afirmou.
A candidata defendeu a estatização dos serviços essenciais, a dissolução da polícia e o direito da população ao armamento. Segundo Dias, problemas como a situação da saúde, da educação e da habitação não podem ser resolvidos sem enfrentar os interesses econômicos que atuam sobre esses setores.
“Estatizar todos os serviços essenciais públicos. Não dá para você falar de saúde se a saúde é tratada como um comércio, como um produto. A educação, a mesma coisa. E a habitação, porque você tem que enfrentar interesses de poderosos para você conseguir fazer algo pela população”, disse.
Ao tratar do financiamento dos serviços públicos, a candidata também criticou a destinação dos recursos do Estado ao sistema financeiro. “Você conta que metade do orçamento brasileiro vai para os bancos”, declarou.
Na área da segurança pública, Dias apresentou a proposta do PCO de dissolução da polícia. Para a candidata, o atual aparato policial não atende aos interesses da população e deveria ser substituído pela organização dos próprios moradores.
“Para a segurança, nós temos uma questão em relação à dissolução da polícia. Nós achamos que a polícia não serve aos interesses da população e seria muito mais garantido se a segurança fosse feita pela própria população, nos seus bairros, e fosse organizada pelos próprios moradores do bairro”, afirmou.
Dias vinculou essa proposta à defesa do direito ao armamento da população. “Com isso, nós também defendemos o armamento da população. Acreditamos que é um direito democrático dos cidadãos poder se defender”, concluiu.





