Os municípios de Castanhal e Terra Alta, no nordeste do Pará, ficaram sem energia elétrica na noite de quinta-feira (23). A interrupção no fornecimento afetou milhares de moradores da região e gerou transtornos em serviços essenciais, que tiveram suas atividades prejudicadas ou suspensas durante o período sem eletricidade. A energia só foi restabelecida por volta das 19h50, após cerca de 50 minutos de interrupção.
A Equatorial Energia informou que a causa da interrupção foi um desligamento na Subestação Castanhal, de responsabilidade da transmissora Visus. O caso demonstra a incapacidade da companhia privatizada de energia de prevenir desastres e de sequer descobrir sua causa, já que os acionistas reduzem gastos com equipamentos e pessoal para maximizar os lucros mantendo os preços das cotas de energia. Além disso, a distribuidora também não informou o número exato de consumidores afetados pelo apagão, mostrando mais uma vez despreparo para lidar com a crise no sistema elétrico da cidade. Fontes locais estimam que dezenas de milhares de pessoas ficaram sem luz.
Além de Castanhal e Terra Alta, a interrupção afetou atividades comerciais, serviços públicos e a rotina de milhares de famílias que dependem da eletricidade para suas atividades diárias. A Equatorial Energia, responsável pela distribuição de energia elétrica no Pará, tem enfrentado críticas recorrentes de consumidores e autoridades locais por conta de interrupções frequentes no fornecimento e demora no restabelecimento do serviço. As fortes chuvas e descargas elétricas que têm atingido o estado nas últimas semanas têm contribuído para aumentar os problemas na rede de distribuição, embora não tenham sido a causa especificamente do recente apagão.
O apagão no nordeste paraense se soma a outros incidentes de falta de energia que têm afetado diferentes regiões do Brasil nos últimos meses, evidenciando fragilidades na infraestrutura elétrica do país e a necessidade de investimentos em modernização e manutenção da rede de distribuição.



