A guerra completou mais de um mês. Os Estados Unidos e “Israel” já assassinaram mais de 1.900 iranianos. Bombardearam uma escola primária e assassinaram mais de 160 meninas. Afundaram a fragata Dena em águas internacionais. Destruíram a maior ponte do País. O secretário de Guerra norte-americano prometeu levar o Irã “de volta à Idade da Pedra”. E, a cada novo crime, a imprensa capitalista distorce ou silencia.
O que essa imprensa se recusa a dizer é que a agressão fracassou nos seus objetivos fundamentais. O Irã não capitulou. A resistência iraniana derrubou caças F-35 e F-15 norte-americanos. O Estreito de Ormuz permanece sob controle iraniano. Os arsenais dos EUA estão sendo consumidos a uma velocidade superior à capacidade de produção. O imperialismo entrou numa guerra que não consegue vencer e da qual não consegue sair.
O governo Lula não se colocou ao lado do Irã. A esquerda pequeno-burguesa reproduz a campanha da imprensa imperialista sobre o “regime brutal” iraniano, empata o Irã com “Israel” na balança dos “direitos humanos” e se recusa a ir às ruas. O identitarismo transformou o Irã num regime supostamente indefensável, enquanto ignora que “Israel” comete genocídio com apoio dos países imperialistas. O Irã é o único grande país que tomou medidas concretas para defender o povo palestino. Foi por isso que se tornou alvo. Quem não defende o Irã não defendeu a Palestina de verdade.
Por tudo isso, é preciso tomar as ruas em defesa do Irã. Em defesa da Palestina, do Líbano, do Iêmen, do Iraque e de todos os oprimidos que, de armas na mão, enfrentam a maior máquina de matar que o mundo já viu.





