A ofensiva reacionária dos banqueiros em solo tupiniquim é um verdadeiro poço sem fundo. Faz parte de uma política geral de ataques aos trabalhadores bancários e à população em geral, cujo objetivo é o lucro a qualquer custo.
O mais novo ataque parte dos representantes brasileiros dos banqueiros imperialistas espanhóis do Banco Santander, que abriu mais um processo de demissão em massa de seus funcionários em diversas regiões do País.
Conforme matéria divulgada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a “representação dos trabalhadores afirma que o banco negou, em reunião realizada em maio, qualquer processo de extinção de Especialista de Atendimento; agora, relatos de desligamentos se multiplicam em todo o país”. (Site da Contraf-CUT, 03/06/2026)
Não pode haver dúvida de que a direção do banco mente quando nega que há demissões na empresa.
Dados comprovam a política desses banqueiros abutres de demissão em massa: entre março de 2025 e março de 2026, o Santander eliminou 6.196 postos de trabalho em todo o País. Por outro lado, através das famigeradas “reestruturações”, o Banco Santander está transformando compulsoriamente os bancários, que acabam não tendo alternativa, em trabalhadores terceirizados. Isso ocorre por meio de jogadas típicas dos piores salafrários, com a migração desses trabalhadores para suas subsidiárias, criadas com CNPJs distintos — F1RST, SX Tools, SX Negócios, Prospera etc. —, onde são contratados com salários menores e sem os direitos dos trabalhadores bancários cobertos pelo Contrato Coletivo de Trabalho (CCT).
As demissões que acontecem agora no setor de atendimento atingem justamente um dos departamentos que estão sendo terceirizados, junto com os setores de vendas e microfinanças, através das subsidiárias SX Negócios, focada em telemarketing, vendas e prospecção digital, e Prospera, voltada para o microcrédito.
Os representantes sindicais choramingam ao dizer que “o banco precisa esclarecer imediatamente o que está acontecendo e interromper os desligamentos” e que “a adoção de medidas dessa natureza sem diálogo prévio também contraria o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a necessidade de participação das entidades representativas dos trabalhadores em processos de dispensa coletiva” (idem), sendo que essa é uma prática dos banqueiros há décadas.
Sempre é bom lembrar que os banqueiros nacionais e internacionais representam o setor mais parasitário da economia. São os que obtêm os maiores lucros sem produzir um prego sequer, vivendo de parasitar o sistema financeiro, o orçamento público e da política de ataques aos trabalhadores bancários. Uma categoria que chegou a contar com cerca de 1 milhão de trabalhadores hoje conta com apenas cerca de 450 mil.
Está mais que provado que as tais eternas mesas de negociação e os “diálogos permanentes estabelecidos entre as partes por meio do Comitê de Relações Trabalhistas, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)”, são só conversa para enganar trouxa. Somente uma luta unitária dos bancários — o problema das demissões atinge os trabalhadores de todos os bancos — pode barrar a ofensiva reacionária dos banqueiros.
Os bancários estão às vésperas de realizar sua Conferência Nacional para mais uma Campanha Salarial e, nesse sentido, é necessário que os setores mais combativos que estarão representados exijam das direções uma ação através dos métodos tradicionais de luta dos trabalhadores — greves, ocupações, piquetes, comandos de base etc. — para barrar os ataques dos banqueiros reacionários.





