Entrevistado pelo jornalista Ignacio Ramonet, o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, analisou, entre outros temas, a situação dos vínculos do governo norte-americano com a líder da extrema direita, María Corina Machado.
Maduro sublinhou que o vínculo entre o Presidente Donald Trump e a direita venezuelana não gera condições para que os Estados Unidos sintam que possuem força política na Venezuela: “Eles têm que saber que essa pessoa que colocaram como chefe mandachuva da direita está muito isolada e repudiada na Venezuela”, expressou, referindo-se a Machado. E acrescentou:
“Hoje em dia, poderíamos dizer que os Estados Unidos não dispõem de nenhuma força política aliada na Venezuela, porque esta senhora chamada María Machado — na Venezuela a chamam de “Sayona” —, tem 85% de rejeição, de repúdio total da sociedade venezuelana. Jamais, nem ela, nem o que ela representa, teria capacidade para governar este país.”
O chefe de Estado venezuelano também comentou sobre a presença militar dos Estados Unidos no Caribe ameaçando a Venezuela. A esse respeito, Maduro assinalou que tem crescido um sentimento de soberania nacional na sociedade venezuelana. E enfatizou: “o mundo tem que entender, a opinião pública norte-americana tem que entender, que os nossos povos do Sul têm direito a existir, a viver… Que não se pode tentar impor a Doutrina Monroe, nem doutrina nenhuma”.
E advertiu que não se pode impor: “um novo modelo colonial, um novo modelo hegemonista, um novo modelo intervencionista, um modelo onde os países teriam que se resignar a ser colônias de uma potência, e nós, os povos, escravos de novos senhores”.
Sobre como a sociedade venezuelana tem reagido em relação à agressão norte-americana, Maduro declarou: “a reação imunológica da sociedade venezuelana frente ao assalto e ao roubo do seu petróleo foi de 95% de rejeição. O atual Governo dos Estados Unidos tem que saber que na Venezuela 95% dos cidadãos rejeitam o que o atual Governo dos Estados Unidos está fazendo ao ameaçar militarmente a Venezuela”.
Por sua vez, o presidente venezuelano assinalou que a presença militar no Mar do Caribe e os assassinatos de mais de cem pescadores, somados às manobras de impor internacionalmente Machado — que pediu a intervenção militar na Venezuela —, tiveram como resposta um sentimento de Unidade Nacional.
“Têm que saber que nós, as forças patrióticas do país, o presidente Maduro e muito além do PSUV, muito além do Grande Polo Patriótico, neste momento temos acima de 70% de apoio na luta que estou travando pela defesa da soberania nacional e pela paz.”





