Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito neste domingo (25) para seu quarto mandato na Presidência da República. Às 21h20, com 99,81% das urnas apuradas, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral mostrava Lula com 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% do senador Flávio Bolsonaro (PL). O resultado foi confirmado pelo TSE às 21h10.
Flávio chegou ao segundo turno após liderar a primeira etapa, quando recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. É a primeira vez desde a redemocratização que o candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar vence a eleição. Na véspera da votação, cinco pesquisas divulgadas no sábado (24) apontavam empate técnico entre os dois.
A liderança alternou ao longo da noite. Às 19h39, com 10,40% das seções totalizadas, Lula tinha 50,46%; às 20h05, com 26,30%, Flávio passou à frente com o mesmo percentual; às 20h30, com 53,13%, Lula voltou à liderança. A vantagem do petista cresceu com a totalização de estados do Nordeste, como Bahia, Sergipe, Pernambuco e Ceará, onde ele superava 68% dos votos.
O comitê de Flávio Bolsonaro ficou em silêncio após a definição do resultado. Um parlamentar aliado do senador afirmou à imprensa que o resultado será contestado. Outros aliados falaram em “impeachment” e em não aceitar a derrota. Um senador aliado disse que vai propor o impeachment do magistrado que determinou mudança no horário de votação, e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) denunciou o Supremo de querer beneficiar a campanha de Lula. Até a publicação desta reportagem, Flávio não havia se pronunciado sobre o resultado.
Pela manhã, ao votar em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, Flávio afirmou que havia chegado a hora da mudança e defendeu a alternância de poder no governo federal.
Lula, que completa 81 anos na terça-feira (27), assume o novo mandato em 1º de janeiro de 2027, com Geraldo Alckmin como vice. Em 2022, Lula havia derrotado Jair Bolsonaro, pai de Flávio, por 50,9% a 49,1%.




