Flamengo e Fluminense entraram em campo no domingo (11), no Maracanã, com a inscrição “Proibir não é proteger” nas camisas. A mensagem contestava a medida provisória pela qual o governo Lula proibiu as casas de apostas. Torcedores do Flamengo também abriram faixas contra a decisão e citaram Lula, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.
A campanha tem o apoio das entidades do setor e das empresas que patrocinam os clubes. Betano e Superbet tinham suas marcas nos uniformes de Flamengo e Fluminense. Os dirigentes defendem contratos que representam parte considerável de suas receitas; essa é uma razão material para o protesto, independentemente do discurso publicitário das casas de apostas.
A reação já havia passado por outros jogos do Brasileiro. Placas de publicidade receberam mensagens contra a MP, e clubes discutiram conjuntamente as perdas previstas. O DCO registrou que as bets destinaram R$ 1,03 bilhão às equipes da Série A em 2025. Ao proibir a atividade depois de regulamentá-la, Lula atingiu acordos assinados por anos e colocou adversários históricos do futebol do mesmo lado.
A dependência do jogo precisa de atendimento, e famílias endividadas precisam de renda. O governo não oferece nenhuma dessas duas coisas ao fechar as plataformas legais. Nos dias seguintes ao anúncio da MP, um monitoramento citado pelo DCO identificou centenas de novos endereços clandestinos de apostas. O apostador continua procurando o jogo; os clubes perdem os patrocínios, enquanto os operadores ilegais escapam às regras impostas às empresas autorizadas.





