Pequim recebe a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, com a participação de 2.056 máquinas pertencentes a 666 equipes de 16 países.
Durante cinco dias, os robôs disputam 51 modalidades distribuídas em mais de 1.300 provas.
Parte das competições lembra um torneio esportivo convencional. Há corridas, ginástica, futebol e lutas. Outras provas testam atividades ligadas diretamente à produção, como transporte de objetos, organização de mercadorias, manutenção e operações de resgate.
O crescimento em relação à primeira edição é significativo. Em 2025, pouco mais de 500 robôs participaram da competição, distribuídos em 280 equipes.
Esse avanço não caiu do céu.
A China desenvolveu nas últimas décadas uma poderosa estrutura industrial e preservou sob controle estatal setores fundamentais da economia. Isso lhe deu condições para orientar grandes investimentos para ciência, tecnologia, indústria e formação de mão de obra especializada.
A robótica depende de uma cadeia muito mais ampla do que a fabricação do robô em si. Exige pesquisa universitária, componentes eletrônicos, inteligência artificial, mecânica de precisão e capacidade industrial para transformar protótipos em produção de grande escala.
Nos países submetidos ao capital financeiro imperialista, os investimentos são orientados prioritariamente pelo lucro imediato e pela transferência de riqueza aos grandes monopólios.
A soberania econômica chinesa permitiu outro tipo de desenvolvimento.
Os robôs de Pequim ainda caem, erram movimentos e apresentam limitações. Ao mesmo tempo, já executam tarefas industriais, disputam esportes e treinam para situações de emergência.
É justamente esse avanço que transformou a China no principal adversário econômico dos Estados Unidos.



