O secretário-geral do Haracate Hesbolá al-Nujaba, Akram al-Kaabi, rejeitou nesta quarta-feira (3) os chamados pelo desarmamento das organizações da Resistência iraquiana. Em nota, o dirigente afirmou que as armas da Resistência são uma “linha vermelha” e denunciou que a pressão pela entrega do armamento atende aos interesses dos Estados Unidos e de “Israel” no Iraque.
Segundo al-Kaabi, a posição do al-Nujaba sobre o tema já havia sido definida e não será alterada. O dirigente afirmou que as armas da Resistência são necessárias para defender o Iraque, proteger a população e preservar a soberania nacional diante da presença militar estrangeira no país.
O líder iraquiano afirmou que a campanha pelo desarmamento ocorre em um momento no qual o Iraque continua submetido à ocupação estrangeira, à violação de seu espaço aéreo e à intervenção aberta de potências imperialistas.
“Essas exigências chegam em um momento em que o Iraque ainda está sob ocupação, seu espaço aéreo é violado e sua soberania foi retirada por meio de intervenções abertas, públicas e contínuas”, disse al-Kaabi.
O dirigente acusou setores ligados à Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá de promoverem a pressão contra as organizações armadas iraquianas. Para al-Kaabi, a ofensiva procura enfraquecer os grupos que combateram a ocupação estrangeira e tiveram papel central na luta contra o Estado Islâmico.
Al-Kaabi também criticou políticos iraquianos que, segundo ele, se alinham a interesses estrangeiros contra os interesses nacionais do Iraque. O secretário-geral do al-Nujaba pediu unidade entre as organizações da Resistência e afirmou que a entrega das armas deixaria o país mais vulnerável à pressão externa.
“Todos devem saber que as armas da frente da Resistência são a linha vermelha”, afirmou. “As armas servem como a confiança dos mártires e a honra das tribos iraquianas originais. Foi com essas armas que limpamos o Iraque da mancha do Estado Islâmico e de seus patrocinadores norte-americanos. Não entregaremos nossas armas enquanto estivermos vivos”.
A declaração ocorre em meio ao aumento do debate, no Iraque, sobre a situação das organizações armadas que se fortaleceram durante a luta contra o Estado Islâmico. Nos últimos dias, grupos como Saraya al-Salam, Asaib Ahl al-Haq e Kataib Imam Ali indicaram disposição de transferir suas armas ao Estado iraquiano.
Para o al-Nujaba, no entanto, o armamento da Resistência continua ligado à defesa do Iraque diante da presença militar dos Estados Unidos e das tensões regionais provocadas pela política imperialista no Oriente Médio.





