O candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo do Ceará, Ieri Braga, denunciou a ditadura do Judiciário e o domínio dos bancos sobre o País durante entrevista ao programa C1. Em sua participação, defendeu o fim do Supremo Tribunal Federal (STF), o calote na dívida pública e a organização dos trabalhadores.
Natural de Mato Grosso, Braga disputou uma vaga de deputado federal pelo Distrito Federal em 2022. Questionado sobre sua relação com o Ceará, afirmou que a candidatura do PCO não está limitada por interesses regionais. O Partido participa das eleições para apresentar um programa nacional da classe operária.
Antes de responder à primeira pergunta, Braga denunciou o Supremo:
“Primeiramente, eu queria fazer uma denúncia pelo fim do STF, essa Corte corrupta que hoje utiliza a ditadura do Judiciário para perseguir politicamente as pessoas que denunciam essa Corte e que está envolvida na maior crise de corrupção brasileira. Portanto, pelo fim do STF já. A pergunta, para mim, é irrelevante porque nós, comunistas, colocamo-nos como representantes da classe trabalhadora. Somos os mais bem-intencionados para representar o levante operário.”
As denúncias envolvendo ministros, seus parentes e grandes empresários revelam a podridão da instituição. Ao mesmo tempo, o Supremo emprega os poderes excepcionais acumulados nos últimos anos para censurar, perseguir adversários e interferir na política nacional. Contra a ditadura judicial, o PCO defende o fim do STF e a eleição de todos os juízes pelo povo.
O entrevistador afirmou que o plano de governo de Braga apresentava o programa nacional do Partido, sem uma relação de promessas específicas para o Ceará, e perguntou qual seria sua primeira medida como governador. O candidato respondeu que nenhum governante isolado poderá resolver os problemas da população sem a mobilização dos trabalhadores:
“As eleições são farsas e, sozinho, nenhum candidato é capaz de resolver problema algum. Entrou a esquerda, entrou a direita, e vemos o salário diminuir cada vez mais e a violência aumentar. Individualmente, nenhum candidato é capaz de resolver os problemas de qualquer localidade. Nós, do Partido da Causa Operária, conclamamos o povo para que, juntos, possamos resolver esses problemas e tomar aquilo que é nosso, aquilo que é roubado pelos bancos, roubado de nós, da classe trabalhadora.”
Enquanto os partidos burgueses apresentam promessas administrativas, Braga apontou os bancos como responsáveis pelo saque dos recursos públicos. Os baixos salários, o desemprego, a violência e a destruição dos serviços públicos não serão resolvidos simplesmente pela troca do ocupante do Palácio da Abolição. É necessária a mobilização independente dos trabalhadores contra os grandes capitalistas e as instituições que defendem seus interesses.
Nos segundos finais da entrevista, o candidato convocou a população a lutar contra a ditadura dos bancos:
“Gostaria de chamar todos os que estão me ouvindo a fazer um manifesto, um levante operário contra a ditadura bancária, que hoje assalta metade do orçamento público por meio de uma dívida que sequer foi auditada. Pelo calote na dívida pública, pelas organizações operárias, pela greve geral e pela organização de todos os trabalhadores para conquistar aquilo que é nosso.”





