As Forças Armadas do Iêmen, dirigidas pelo movimento revolucionário Ansar Alá, anunciaram nesta segunda-feira (8) a proibição “completa e total” da navegação israelense no Mar Vermelho. A medida marca a retomada aberta das operações navais iemenitas contra a ditadura sionista, em meio à escalada da guerra regional envolvendo Irã, Líbano, Gaza e Iraque.
Em comunicado oficial, o Ansar Alá afirmou que todos os movimentos do inimigo serão considerados alvos militares. “Declaramos a proibição total da navegação do inimigo no Mar Vermelho e consideramos qualquer movimento sionista como alvo militar de nossas forças”, declarou o movimento.
O movimento iemenita afirmou ainda que responderá “à escalada com mais escalada” e que suas operações serão intensificadas de acordo com o desenvolvimento da batalha, em coordenação com o Eixo da Resistência.
Além do bloqueio naval, as forças iemenitas anunciaram ter lançado mísseis contra “alvos sensíveis na região de Jafa”, isto é, Telavive, nos territórios palestinos ocupados. O Ansar Alá afirmou que os projéteis atingiram seus objetivos com precisão. O exército sionista, por sua vez, declarou ter interceptado o míssil após acionar sirenes em Jerusalém e no centro do território ocupado.
O bloqueio atinge uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. O estreito de Babelmândebe liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e ao Oceano Índico, sendo passagem obrigatória para parte significativa do comércio entre Ásia e Europa. Durante a fase anterior das operações iemenitas em defesa de Gaza, grandes empresas de navegação foram obrigadas a desviar suas rotas pelo sul da África, aumentando o tempo e o custo do transporte marítimo.
O Ansar Alá deixou claro que a medida é uma resposta direta ao cerco imposto contra os palestinos e contra os povos que enfrentam “Israel” e o imperialismo na região.
“Não permaneceremos de braços cruzados diante do cerco injusto imposto ao nosso povo e aos povos do eixo da jihad e da resistência na Palestina, Gaza, Irã, Líbano e Iraque”, afirmou o comunicado.
Segundo o movimento, a proibição só será suspensa de maneira permanente quando terminar o cerco contra os territórios palestinos. A posição mantém a linha adotada pelo Iêmen desde o início da nova fase do genocídio em Gaza: atingir os interesses econômicos e militares da ditadura sionista até que cesse a agressão contra o povo palestino.
A nova resposta mostra que, apesar dos bombardeios norte-americanos, britânicos e israelenses contra o Iêmen, o Ansar Alá mantém sua capacidade militar para pressionar diretamente “Israel” e seus aliados. Mais uma vez, o pequeno e empobrecido país árabe se coloca na linha de frente da luta contra o imperialismo, transformando o Mar Vermelho em um ponto de estrangulamento para a máquina de guerra sionista.





