A Seleção Brasileira entra em campo contra o Haiti pela segunda rodada da Copa. Tudo indica que será um jogo fácil de ganhar, nada garante que será por um placar elástico, e certamente será tenso como são tensos todos os jogos da Copa.
Mas não é sobre o jogo contra o Haiti que quero falar e sim sobre a reação durante esse intervalo de tempo entre o jogo contra o Marrocos, que terminou em empate por 1 a 1, e agora.
O Brasil não jogou bem, mas podemos dizer que, no mínimo, a seleção conseguiu controlar o jogo a partir dos primeiros 15 minutos de nervosismo que são comuns numa estreia de Copa do Mundo. Aliás, sobre isso, vi um desses analistas da imprensa burguesa, do qual infelizmente não me lembro o nome, dizendo não acreditar no nervosismo por que a maioria dos jogadores jogam as ligas europeias e muitos deles já estiveram em Copas do Mundo. Tal comentário, se não for apenas má fé – má vontade com a Seleção certamente é –, descredencia tal comentarista. Qualquer pessoa que acompanha o futebol sabe que é a coisa mais comum do mundo o nervosismo de estreia de Copa e muito mais quando se trata da Seleção Canarinho. Basta se informar um pouco, basta ler, ouvir os relatos das seleções anteriores, campeãs ou não. O jogador brasileiro, a maioria meninos de origem simples que ganharam a vida jogando futebol, sente o peso enorme da camisa brasileira. É normal; até certo ponto, é claro.
O Brasil não jogou bem, e quando dizemos isso, não significa que o time é ruim em si. Quando dissemos que o Brasil não jogou bem estamos comparando o Brasil de acordo com os padrões do futebol brasileiro, o melhor do mundo. É óbvio que essa Seleção ainda não enche os olhos como já encheram muitas de nossas seleções. Mas não faz sentido entrar nos detalhes dos problemas apresentados pelo time, afinal, faz já quase uma semana que a imprensa não para de apontar o dedo. Vamos aos pontos positivos, porque disso pouca gente comentou: 1) a Seleção conseguiu controlar o nervosismo inicial dos primeiros 15 minutos aproximadamente; 2) Vinícius Jr. fez o que esperamos de um jogador como ele, chamou a responsabilidade e fez um belo gol; 3) apesar de ter criado pouco no resto do jogo, o Brasil conseguir tomar para si o controle da partida e podia até ter ganhado.
O empate contra o Marrocos deixou as hienas anti-Brasil salivando. Mas vamos falar uma coisa que pouca gente falou ou quase ninguém falou: o Brasil foi a única Seleção que pegou um top 10 da FIFA em seu grupo e em sua estreia; Marrocos chegou nas semi-finais da Copa passada. Pedreira parecida talvez apenas a Inglaterra enfrentando a Croácia. O Brasil pegou uma pedreira, mas o empate é tratado levianamente pelas hienas. Quiseram transformar a resposta de Romário para Fernanda Gentil como “machismo” e esqueceram que a resposta do Baixinho foi certeira: apenas quem não entende de futebol pode interpretar esse empate como derrota.
A Espanha, que nossa imprensa baba-ovo de gringo gosta de colocar como uma grande seleção, empatou com Cabo Verde. Portugal, do paparicado Cristiano Ronaldo, empatou com a República Democrática do Congo. Mas apenas o empate do Brasil com Marrocos é um tropeço.
A tecnologia me deu uma ótima experiência sobre isso. Logo no início da Copa, com vários jogos terminando em empate, nas notificações do Google do meu celular apareceu um resumo feito por IA, Provavelmente um resumo das principais notícias sobre o torneio. O resumo dizia algo como: “primeiras rodadas são marcadas por empates e tropeço do Brasil”. Pensei: “quer dizer então que o empate do Brasil não foi empate, foi “‘tropeço’?” O resumo feito pela IA mostra como a imprensa se esforça para jogar para baixo a Seleção. Há apenas uma coisa positiva nisso: a prova de que o Brasil ainda é o melhor do mundo e que todos exigem de nossa Seleção nada menos do que a vitória.
Apesar de já estarmos acostumados ao padrão hiena da imprensa anti-Brasil, a campanha contra a Seleção Brasileira parece que tomou uma dimensão muito maior do que o normal. A esquerda pequeno-burguesa, muito mais do que em outras épocas, já acostumada a seguir os ditames dessa imprensa pró-imperialista, também entrou com tudo na campanha contra. Nada disso é novidade e espero que seja um bom sinal, que no final, o povo brasileiro ria por último.
As melhores análises até agora, as mais centradas, foram dos ex-jogadores e técnicos, pelo menos daqueles que não têm tanto o rabo preso com a imprensa pró-imperialista. Tostão, Romário, Rivaldo, Ronaldo, Luxemburgo e outros falaram coisas razoáveis e neles, ao menos no quesito futebol, podemos confiar.
Sobre os pitacos de mudança no time. Da minha parte, apesar de ter meus palpites, a melhor filosofia é: “deixa o homem trabalhar”. Fomos os principais opositores a um técnico estrangeiro na Seleção, mas agora, é torcer e esperar que Ancelotti faça o que precisa ser feito para sermos campeões. Interessante é ver que os paga-paus que ficaram babando ovo do técnico estrangeiro, também estão colocando o italiano na roda dos malditos. As hienas não perdoam ninguém, afinal elas torcem mesmo é pela carniça.





