'Israel'

General do exército sionista deixa cargo após investigação por ‘infrações morais’

Yisrael Shomer, chefe da Divisão de Operações do Exército de “Israel”, pediu aposentadoria imediata após ser interrogado pela Polícia Militar

O brigadeiro-general Yisrael Shomer, chefe da Divisão de Operações do Exército de “Israel”, deixou o serviço militar após ser interrogado pela Polícia Militar sob suspeita de “infrações morais”. A saída foi anunciada oficialmente pelo Exército sionista como uma aposentadoria por “motivos pessoais”, mas a imprensa israelense informou que o afastamento ocorreu depois do depoimento prestado pelo oficial aos investigadores militares.

Shomer ocupava uma das posições mais sensíveis da hierarquia militar israelense. A Divisão de Operações é responsável pela coordenação e formulação dos planos de guerra, emergência e operações de rotina, além de orientar os diferentes setores das forças armadas quanto ao deslocamento de tropas.

Segundo o comunicado oficial, o chefe da Diretoria de Operações, major-general Itzik Cohen, aceitou o pedido de Shomer para encerrar sua função. Em seguida, o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, aprovou a aposentadoria imediata do brigadeiro-general. Até a nomeação de um substituto permanente, o chefe do Departamento de Planejamento da Diretoria de Operações assumirá o posto interinamente.

A imprensa israelense afirma que as suspeitas envolvem violações éticas e de integridade, incluindo alegações relacionadas a uma subordinada sob seu comando. O Exército, no entanto, evitou comentar diretamente o caso, limitando-se a apresentar a saída como uma decisão pessoal do oficial.

A queda repentina de Shomer ocorre em meio à crise permanente do aparato militar de “Israel”, desgastado pela guerra contra o povo palestino, pela ocupação da Faixa de Gaza e pelas sucessivas denúncias de crimes cometidos pelas forças sionistas. O episódio expõe mais uma vez a podridão interna de uma estrutura militar apresentada que se apoia diariamente na repressão, no colonialismo e no massacre.

Shomer já havia sido interrogado pela Polícia Militar em 2015, quando comandava a Brigada Binyamin, após atirar e matar o adolescente palestino Mohammed Hani al-Kosba. O caso foi encerrado no ano seguinte sem punição efetiva ao oficial, mais um exemplo da impunidade que marca a atuação do exército de ocupação contra os palestinos.

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