Camponeses, quilombolas e índios do Maranhão aparecem na exposição Teimosia de Viver por meio de registros históricos e de fotografias feitas em seus próprios territórios. Depois de passar por São Luís e Matões, a mostra chegará a Codó em 4/11. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) manterão a entrada gratuita até 30/11.
O nome da exposição fala da permanência de comunidades que trabalham a terra e precisam defendê-la. As fotografias não se limitam aos conflitos agrários: registram também o cotidiano, as festas e o trabalho das famílias. Raniere Roseira, agente da CPT no Maranhão, explicou que a iniciativa reúne a resistência e a vida que os povos do campo celebram todos os dias.
Em Codó, a inauguração ocorrerá às 8 horas de 4/11, no auditório da UFMA. Fotógrafos que contribuíram para o acervo acompanharão uma visita guiada. O Boi do Quilombo Santa Maria dos Moreiras participará da programação, que terá ainda uma conversa sobre o cotidiano das comunidades tradicionais, o racismo e o combate ao trabalho escravo.
O documentário Servidão, dirigido por Renato Barbieri, será exibido à tarde e à noite. Marinaldo Soares Santos, trabalhador que aparece no filme, participará de um debate. Parte das fotografias terá reprodução em alto relevo, produzida com impressão em três dimensões para permitir o acesso de visitantes com deficiência visual.





