Expedito Carneiro de Mendonça, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo do Distrito Federal, afirmou neste sábado (22), durante o lançamento das candidaturas do Partido em Brasília, que o PCO participa das eleições para divulgar seu programa e contribuir para a organização política dos trabalhadores.
Servidor público, fundador e dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal (Sindsep-DF) e coordenador da corrente Servidores em Luta, Expedito rejeitou a ideia de que a conquista de cargos no Parlamento ou no Executivo seja capaz de transformar, por si só, a situação do País.
“Diferentemente do conjunto de todos os outros partidos, incluindo os partidos da esquerda, da esquerda que se reivindica inclusive como esquerda radical, nós, do Partido da Causa Operária, nos apresentamos nas eleições não para fazer promessas vazias, não para fazer demagogia acerca da possibilidade de que a conquista de um cargo dentro do Parlamento ou mesmo no Executivo possa transformar a situação real do País.”
A campanha, explicou, é uma oportunidade para levar a uma parcela maior da população o programa defendido diariamente pelo Partido nas lutas populares e sindicais.
“Mas, nas eleições, nós buscamos também fazer com que haja uma evolução no nível de consciência dos trabalhadores, para que eles próprios possam assumir as rédeas da história e possam intervir na situação, para que eles próprios possam alcançar uma solução para os graves problemas do País.”
Expedito criticou os partidos que abandonaram a mobilização e passaram a depositar suas esperanças nas instituições. Para o candidato, somente a retomada da luta de massas permitirá arrancar conquistas da burguesia e enfrentar a miséria que atinge a maioria da população.
“Nós acreditamos piamente que é possível, sim, impor, através da mobilização, as reivindicações do conjunto dos trabalhadores, aquelas que são as reivindicações mais sentidas das massas populares.”
Programa de luta
Expedito afirmou que essa orientação vale para todas as candidaturas do PCO, da Presidência da República às assembleias legislativas. A campanha denunciará os limites da democracia burguesa e defenderá as reivindicações mais urgentes dos trabalhadores.
Entre elas estão o salário mínimo vital de R$8 mil, a reforma agrária, a reestatização das empresas privatizadas e o desconhecimento da dívida pública. Expedito denunciou que o pagamento dessa dívida consome mais da metade do orçamento nacional e sustenta uma política de juros altos em benefício dos banqueiros.
O candidato também defendeu a exploração do petróleo da Margem Equatorial. Segundo ele, essa riqueza deve ser utilizada para desenvolver o País e elevar as condições de vida da população.
Expedito ressaltou que o PCO não é contra os programas sociais, mas considera necessário superar a situação em que mais de 60 milhões de brasileiros dependem da assistência do Estado para sobreviver. O salário mínimo de R$8 mil, explicou, corresponde ao necessário para sustentar uma família formada por dois adultos e duas crianças.
Contra a perseguição ao PCO
A operação realizada pela Polícia Federal na residência de Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO e candidato à Presidência da República, também será denunciada durante a campanha no Distrito Federal.
Expedito classificou a ação do dia 11 de agosto como “criminosa, golpista, antidemocrática e ilegal”. Para ele, a atuação da Polícia Federal contra o Partido demonstra a submissão da instituição ao imperialismo e ao sionismo.
“Nós estamos aproveitando esse momento das eleições para também fazer uma denúncia do caráter fascista e antidemocrático da ação dessa instituição, que não está sob o controle nenhum aqui do País, mas se submete aos ditames do imperialismo e do sionismo.”
A campanha também defenderá o povo palestino, o povo iraniano e a Rússia em sua guerra contra o imperialismo. No Brasil, Expedito colocou entre as prioridades a defesa da soberania nacional, da exploração do petróleo e das reivindicações dos trabalhadores.
Ao final, o candidato convidou militantes e apoiadores a participar das panfletagens e demais atividades organizadas pelo PCO durante a campanha. “Nós saudamos a todos e convidamos todos a cerrar fileiras no apoio ao Partido da Causa Operária”, declarou.


