O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o país não planeja renovar uma isenção que permite a compra sem sanções de petróleo e derivados russos atualmente em trânsito marítimo, em declaração feita na sexta-feira passada (24). O secretário acrescentou que a renovação da isenção para o petróleo iraniano também está totalmente descartada, em decisão que afeta diretamente o mercado global de energia e pode levar a novos aumentos nos preços do petróleo. Bessent afirmou à agência Associated Press que não haverá renovação para os iranianos e que os Estados Unidos mantêm o suposto bloqueio, impedindo que o petróleo saia do Golfo Pérsico.
Os Estados Unidos emitiram originalmente uma isenção para as vendas de petróleo e derivados russos em março, com o objetivo de estabilizar os mercados globais de energia após os preços do petróleo ultrapassarem os 100 dólares por barril. O Departamento do Tesouro renovou a isenção dois dias depois de Bessent ter afirmado na Casa Branca que não pretendia estender o alívio de sanções.
Bessent explicou sua mudança de posição anterior e descartou a possibilidade de renovar isenções de sanções tanto para a Rússia quanto para o Irã. O secretário afirmou que não imagina que haja outra prorrogação e que o petróleo russo que está no mar já foi amplamente absorvido pelos mercados.
As isenções ao petróleo bruto iraniano em trânsito marítimo expiraram em 19 de abril, e Bessent não soube informar quanto dinheiro foi para os cofres russos graças à isenção temporária das sanções. O governo de Donald Trump anunciou sanções a mais de duas dezenas de indivíduos, empresas e entidades ligadas ao mercado energético do Irã, revertendo o alívio temporário concedido ao país semanas atrás. Todas as entidades sancionadas estão ligadas à família de Mohammed Hossein Shamkhani, cujo pai era um dos principais conselheiros políticos do mártir Ali Khamenei.


