Trabalhadores técnicos-administrativos (TAEs) e estudantes da USP aderem à greve nacional dos TAEs nesta terça-feira (14). A greve já alcança 50 universidades públicas federais e estaduais, com a greve nacional iniciada oficialmente em 23 de fevereiro em todo o Brasil.
A situação expressa a insatisfação de categorias que há anos sofrem com a perda de poder salarial, a piora das condições de trabalho e a precariedade da educação pública. A paralisação dos técnicos das universidades federais, organizada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), iniciou-se em fevereiro, enquanto na Universidade de São Paulo os técnicos paralisaram em 14 de abril, com a paralisação dos estudantes em vários institutos a seguir.
Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, os técnicos-administrativos aprovaram greve em assembleia realizada em 1º de abril, iniciando a paralisação no dia 9 do mesmo mês. A decisão foi tomada por unanimidade e buscou unificar o movimento com o dos professores, que já estavam parados desde 25 de março. A luta dos técnicos da UERJ envolve reajuste salarial — o adicional de insalubridade, por exemplo, ainda é calculado sobre o salário mínimo de 2015 —, além da revogação de lei que eliminou os triênios, condições dignas para trabalhadores terceirizados que enfrentam atrasos recorrentes, e a regularização de contratos precários no complexo de saúde da universidade.
Na USP, a greve dos servidores técnico-administrativos foi aprovada por unanimidade em assembleia no dia 9 de abril e iniciada em 14 de abril. A demanda central é a concessão de uma recomposição salarial incorporada de R$1.600, como contrapartida à Gratificação por Atividade de Ensino, Ciência e Extensão concedida somente aos docentes, que receberam bônus de R$4,5 mil sem que os quase 13 mil funcionários da universidade fossem contemplados. A categoria também pede reajuste para repor perdas desde 2012, apoio às demandas estudantis por permanência e autonomia dos espaços, concessão de bilhete de transporte e melhores condições para os terceirizados. Estudantes de vários institutos, como os de Química, Geociências, Arquitetura, Urbanismo e Design, e Escola de Artes, Ciências e Humanidades, aderiram à paralisação.




