Docentes e estudantes da Universidade do Distrito Federal (UnDF) decidiram manter a greve, na terça-feira (28), após mobilização na Câmara Legislativa. A paralisação, iniciada em março, cobra respeito à autonomia universitária, exoneração da reitora pro tempore, suspensão de contrato de aluguel e permanência das turmas em seus campi de origem.
A greve da UnDF ocorre em paralelo a mobilizações de outras universidades estaduais, municipais e distritais. Segundo o ANDES-SN, docentes da Universidade do Distrito Federal estão em greve desde 20 de março. Na terça-feira, realizaram ato na Câmara Legislativa do DF com participação de estudantes, que também aderiram à paralisação. O movimento cobra providências do governo distrital e afirma que compromissos assumidos anteriormente não foram cumpridos.
As principais reivindicações da categoria são o respeito à autonomia universitária e a exoneração da reitora pro tempore. Segundo os docentes, a reitoria não negocia efetivamente com estudantes e professores há meses. A categoria também exige a suspensão do contrato de aluguel e a transferência para outro campus, com permanência das turmas atuais em seus locais de origem.
Em reunião realizada no dia 15 de abril, docentes, parlamentares e a governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, discutiram o problema. De acordo com o relato divulgado pelo sindicato, a chefe do Executivo teria se comprometido a atender às reivindicações.
O presidente do Sindicato de Docentes da UnDF, Louis Blanchet, afirmou que uma comissão com mais de 10 docentes e estudantes se reuniu com o deputado distrital Chico Vigilante (PT) e depois foi ao Colégio de Líderes. O grupo reivindicou a exoneração da reitoria e o cancelamento do aluguel do Iesb, universidade privada, conforme acordo que teria sido feito com a governadora em 15 de abril. Segundo ele, o movimento aguardava publicação no Diário Oficial do Distrito Federal com a exoneração e o cumprimento dos compromissos.
Na última sexta-feira (24), docentes e estudantes já haviam realizado manifestação no início da W3 Norte para chamar a atenção da população para a situação da UnDF. A mobilização buscou denunciar o que os grevistas apontam como descaso do governo distrital com a universidade pública. A continuidade dos atos indica que a categoria não considera suficientes as promessas verbais feitas em reuniões anteriores.



