O Equador vive uma nova etapa de protestos contra o presidente Daniel Noboa e a vice-presidenta María José Pinto. A mobilização ocorre após a apresentação de um pedido de revogação de mandato contra os dois, impulsionado pelo coletivo Revoca EC.
A solicitação foi apresentada em 9 de junho de 2026 pelo advogado Washington Andrade, pelo dirigente índio Leonidas Iza e por Jorge Cáceres. Eles denunciam o Executivo por descumprir seu plano de trabalho.
Com base no artigo 16 do regulamento dos processos de revogação de mandato, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) tem prazo de 15 dias para se pronunciar sobre a admissão do pedido. Diante da falta de resposta oficial, foram convocadas manifestações para os dias 8, 11 e 15 de julho, com o objetivo de pressionar o órgão a cumprir o prazo.
O governo Noboa sustenta que a solicitação não tem fundamento jurídico e pediu que seja declarada improcedente. A ministra Morillo divulgou vídeo atacando a iniciativa. Os setores de oposição anunciaram mobilizações e ações legais em defesa do direito de participação política.
A primeira “Marcha das tochas” ocorreu na noite de 4 de julho, em Quito. Os manifestantes saíram da Tribuna dos Shyris em direção à sede do CNE, na avenida 6 de Dezembro.
Para que o processo avance até uma consulta popular, os organizadores precisam reunir assinaturas equivalentes a 15% do padrão eleitoral, cerca de dois milhões de apoios, em 180 dias. Washington Andrade lembrou que o coletivo tem prazo até 15 de julho para entregar os formulários de respaldo.





