O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nomeou a coronel Glauce Anselmo Cavalli para comandar a Polícia Militar de São Paulo na quinta-feira (16). A grande imprensa noticiou o acontecimento como sinal de “empoderamento” feminino, ignorando a brutalidade da PM paulista que recentemente assassinou, para citar um dentre milhares de casos, Thawanna Salmázio, uma mulher de 31 anos. Na ocasião, a mulher recebeu um disparo de uma policial feminina e ficou agonizando por cerca de 40 minutos com populares sendo impedidos de chamar a ambulância pela polícia.
A Polícia Militar de São Paulo é amplamente conhecida por sua atuação violenta, sendo frequentemente responsável por chacinas nas regiões mais pobres do estado. Glauce Anselmo Cavalli vinha ocupando a Diretoria de Logística da corporação antes da decisão do governo estadual, além de já ter exercido funções como o comando do CPA/M-2 e cargos no setor jurídico e de comunicação da instituição.
De acordo com informações divulgadas pelo governo, a oficial possui formação acadêmica com graduação em Direito e Educação Física, além de títulos de pós-graduação na área de Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. A nomeação também foi apresentada como um avanço no que diz respeito à presença feminina na estrutura policial.
Ao final, o episódio serve de lição para a esquerda identitária e evidencia que a simples substituição de um homem por uma mulher no comando de uma instituição não altera seu caráter. Nesse caso, ao contrário de promover qualquer tipo de proteção, a medida coloca uma mulher à frente de uma organização que tem como principal objetivo reprimir a população, incluindo outras mulheres.





