Na última sexta-feira (5), a direção do Sindicato de Brasília fechou, como forma de protesto, a agência do Banco do Brasil de Taguatinga, localizada em uma das cidades satélites da Capital Federal.
A proposta de fechamento daquela dependência partiu de uma reunião realizada por um dos coletivos da diretoria do Sindicato, composto por diretores do BB, que vem recebendo sistematicamente denúncias de superlotação nas agências.
A agência de Taguatinga Centro foi uma das escolhidas para ser fechada, sem que houvesse qualquer tipo de atendimento, excetuando a sala de autoatendimento, devido às fortes denúncias anônimas feitas na quarta-feira, dia 03, antes do feriado de Corpus Christi, quando havia, após o fechamento da agência naquele dia, mais de 150 clientes presentes no saguão interno da dependência, com apenas dois funcionários para cumprir tal demanda, o que causou uma tremenda confusão no banco. Um verdadeiro absurdo.
Segundo depoimentos dos próprios funcionários, a situação naquela agência é um verdadeiro caos, principalmente depois que o Banco do Brasil fechou uma agência também localizada naquela cidade satélite, resultando na migração dos clientes para aquela dependência. Além disso, claro, há a falta de pessoal, já que aumentou o número de clientes e o contingente de funcionários continuou o mesmo. Não é por acaso que os trabalhadores estão solicitando suas transferências para outras localidades por não aguentarem mais tamanha exploração.
A situação da agência Taguatinga Centro não é uma exceção. Não param de chover denúncias das diversas agências do Banco do Brasil espalhadas por toda Brasília e, logicamente, por todo o País, que sofrem com o mesmo tipo de problema.
A atual direção do banco mantém a política das direções anteriores de privilegiar o lucro a qualquer custo, da mesma forma que atuam os banqueiros privados, por meio do fechamento de centenas de agências, da não ampliação de seu quadro funcional, privilegiando os clientes de alta renda e deixando de cumprir a sua função de banco público, no sentido de satisfazer os interesses de meia dúzia de parasitas capitalistas especuladores do sistema financeiro.
Em consequência da política da famigerada “reestruturação” pela qual passa o banco, a direção do BB já fechou centenas de agências e dependências bancárias e demitiu milhares de trabalhadores por meio dos PDVs (Planos de Demissão “Voluntária”). Além disso, os trabalhadores do banco sofrem com o arrocho salarial, descomissionamentos em massa, terceirizações e com a responsabilidade da direção do BB pelo alto nível de adoecimento de seus funcionários, principalmente em relação às doenças características de transtornos mentais, como depressão, estresse, síndrome do pânico etc.
Cabe ressaltar que a mesma direção do BB que diz ter “preocupação” com as questões ambientais, intolerância, desigualdade e preconceito faz seus funcionários comerem o pão que o diabo amassou nos locais de trabalho, além de promover ataques à instituição Banco do Brasil como empresa pública de qualidade e, consequentemente, atingir diretamente seus milhões de clientes e a população em geral.





