O 8 de março de 2026 transcorre em meio a terríveis violações contra mulheres e meninas: quase 200 meninas foram assassinadas em uma escola no Irã como resultado dos bombardeios dos EUA e de “Israel”. Isso porque a versão oficial do imperialismo, reproduzida pela imprensa em todo o mundo, afirma que a libertação das mulheres é um dos objetivos da intervenção norte-americana no país.
A hipocrisia do feminismo burguês e liberal não consegue esconder que as agressões do imperialismo são a verdadeira ameaça aos direitos das mulheres. Nenhuma propaganda em torno da diversidade, da representatividade, do combate ao ódio ou da punição do que definem como misoginia e feminicídio consegue esconder a verdade do período atual: defender os direitos e a libertação das mulheres, e da humanidade, é lutar contra o imperialismo. Nesse sentido, isso passa necessariamente por apoiar o Irã, a Palestina, a Venezuela, Cuba e todos os que lutam e resistem, seja com a propaganda da verdade, seja com armas nas mãos, combatendo os assassinos de mulheres e crianças.
Cinismo
Após o bombardeio contra as meninas iranianas, na iminência do início de uma terceira guerra mundial, e em meio a denúncias de tráfico de pessoas, abuso sexual e pedofilia envolvendo não apenas o presidente norte-americano, mas também figuras ligadas ao alto escalão de governos, bancos e organizações beneficentes, Donald Trump, que é republicano, mas assimilou o cinismo liberal dos democratas, escalou uma mulher para presidir a reunião do Conselho de Segurança da ONU.
No dia 2 de março, Melania Trump falou sobre educação, proteção das crianças, formação de valores e paz entre os povos.
Luta revolucionária
O 8 de Março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, embora tenha surgido como uma data de luta e de reivindicações das mulheres, ligada à luta da classe trabalhadora e à revolução socialista, foi sendo transformado em um dia de demagogia, de formulações abstratas em defesa das mulheres, de flores para substituir direitos e as armas necessárias para a luta.
No Brasil, nos últimos anos, o problema da violência contra as mulheres tem ganhado grande destaque, tornando-se o centro das ações neste dia. Com isso, cresce o caráter punitivista das reivindicações e também o aspecto liberal, sem vínculo com as reais necessidades dessa população.
As questões internacionais que nos ligam ao problema real da exploração capitalista, da opressão e da violência do imperialismo aparecem, em alguns casos, sem maior debate e cercadas de restrições ao apoio a esta ou aquela reivindicação, ou a esta ou aquela organização de luta. É preciso romper com essa farsa e declarar que o 8 de Março é o Dia de Luta das Mulheres em aliança com os povos oprimidos do mundo, em defesa do Irã, da Palestina, de Cuba, da Venezuela, pela liberdade de Cilia e do presidente Maduro.





