Dora Revolusie, do Aurora do Oprimido e do Cio das Artes, o Comitê Antimperialista General Abreu e Lima e o Comitê de Luta Portugal somaram-se às manifestações de apoio a Rui Costa Pimenta e ao Partido da Causa Operária (PCO).
Dora e Maria Antônia, que representou o Comitê General Abreu e Lima, falaram durante o lançamento das candidaturas do PCO no Distrito Federal, realizado neste sábado (22). De Portugal, o Comitê de Luta divulgou uma nota contra a operação da Polícia Federal do último dia 11.
Organização da juventude
Dora afirmou que o trabalho político do PCO nos bairros pobres permite à juventude ter acesso a informações ocultadas pela propaganda imperialista. Segundo ela, a participação do Aurora do Oprimido e do Cio das Artes no lançamento não se limitava à apresentação percussiva realizada pelos coletivos.
“O que a gente fez hoje foi revolucionário e não podíamos estar em outro lugar senão com um partido revolucionário, que luta todos os dias, fazendo propaganda na periferia, onde conseguimos ter acesso a diversas informações que nos são negadas por meio de propagandas imperialistas”, declarou.
A militante contou que os coletivos estão elaborando um Manifesto da Juventude Periférica, inspirado também pelo trabalho do PCO. O texto reunirá reivindicações por emprego, educação, moradia, saúde, cultura, alimentação e soberania.
“Esse trabalho de informação é muito importante para que a gente não só se mobilize para estar aqui no centro, mas para que todos os dias, na periferia, a gente consiga se organizar, porque a organização é a principal ferramenta da juventude periférica contra esse sistema”, afirmou.
Ao falar das atividades desenvolvidas pelos coletivos, Dora mencionou o acolhimento de pessoas sem moradia e sem acesso à alimentação. Lembrou ainda a luta dos estudantes pela redução do preço do Restaurante Universitário e ressaltou que a juventude precisa enfrentar, antes de tudo, suas necessidades mais elementares.
No final da intervenção, confirmou que o grupo participará do ato nacional do dia 26 e relacionou a perseguição contra Rui à censura enfrentada pelos movimentos culturais da periferia.
“Estamos juntos, apoiamos o Partido da Causa Operária e estaremos, com certeza, no ato nacional do dia 26, junto com o nosso partido. Queria finalizar com a questão do ataque ao presidente por algo com que nos identificamos, que é a censura. Todos os dias temos de lidar com a censura, recebemos ataques da nossa própria comunidade, dos nossos vizinhos, lidamos com o preconceito e com a intolerância religiosa”, disse.
Antes de entrar no teatro, o grupo havia sido impedido de tocar seus tambores e sofreu uma tentativa de expulsão da rua. “Nós não nos retiramos, porque somos da juventude organizada da periferia”, concluiu Dora.
‘Unidade revolucionária é o caminho’
Maria Antônia leu uma carta do Comitê Antimperialista General Abreu e Lima intitulada Combater o nazissionismo exige solidariedade e unidade revolucionária. O texto relaciona a ofensiva contra o PCO à defesa incondicional da resistência palestina feita pelo Partido.
“O Comitê Antimperialista General Abreu e Lima manifesta a sua solidariedade ao Partido da Causa Operária, que enfrenta o ataque sionista em face de sua firme postura em defender a resistência palestina”, afirma a carta.
O Comitê contrapôs a ação contra Rui à impunidade dos setores tradicionais da política brasileira, envolvidos em grandes escândalos e no uso de emendas parlamentares e recursos dos fundos partidário e eleitoral.
“A operação Causa Própria, que fez busca e apreensão na casa do presidente e candidato à Presidência da República Rui Pimenta, mostra que os verdadeiros corruptos, que se utilizam das emendas parlamentares e de recursos dos fundos partidário e eleitoral, não são perseguidos pela Justiça como deveriam”, diz a carta.
A organização citou a impunidade de Ibaneis Rocha e Celina Leão e afirmou que as relações de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro permanecem sem investigação. Ao encerrar a leitura, Maria Antônia desejou uma boa campanha a Rui e aos candidatos do PCO.
“Toda solidariedade ao PCO, que possa sair mais forte diante desse ataque e, assim, somar na luta antifascista, no atual momento em que o imperialismo investe para atacar o Brasil. Unidade revolucionária é o caminho da luta. Venceremos”, conclui a carta, assinada pela Secretaria Executiva do Comitê Antimperialista General Abreu e Lima.
Solidariedade de Portugal
O Comitê de Luta Portugal classificou a ação da PF como “violenta e antidemocrática”. Em nota, a organização denunciou o arrombamento dos portões da residência de Pimenta, localizada em um bairro da periferia de São Paulo, e o uso de um forte aparato policial armado.
“Esta medida, tomada em pleno período eleitoral contra um dirigente partidário e candidato à Presidência da República, fere gravemente as liberdades democráticas, o direito à ampla defesa e as garantias constitucionais que devem reger o Estado de Direito”, afirma a nota.
Para o Comitê, as devassas contra militantes e dirigentes operários procuram criminalizar a atividade política e intimidar as vozes que se opõem ao regime.
“A utilização do aparato repressivo do Estado, empregado em espetáculos midiáticos e em devassas na vida de militantes e lideranças operárias, sob pretextos inconsistentes, evoca métodos de perseguição política. Trata-se de uma tentativa de criminalização da atividade política. Diante desse grave ataque, o CLP expressa sua solidariedade a Rui Costa Pimenta, à sua família e a todos os militantes e filiados do PCO”, prossegue o texto.
A Polícia Federal invadiu a casa de Pimenta na manhã de 11 de agosto, três dias depois do lançamento de sua candidatura à Presidência da República. Os agentes arrombaram a entrada do imóvel e apreenderam seu telefone celular e seu passaporte.
O Comitê de Luta Portugal exigiu o fim das medidas de exceção e das perseguições políticas contra a esquerda e o movimento operário. A nota termina com as palavras de ordem “Lula presidente” e “Palestina livre do rio ao mar”.



