Durante o lançamento das candidaturas do Partido da Causa Operária (PCO) no Rio Grande do Sul, realizado neste sábado (29), em Porto Alegre, César Pontes, candidato ao governo do estado, explicou por que o Partido participa das eleições e criticou a confiança nas instituições do regime político.
Pontes afirmou que o propósito eleitoral do PCO muitas vezes é mal compreendido, inclusive por pessoas que ainda veem nas instituições o caminho para resolver os problemas da população.
“Nós temos uma interpretação diferente. A crítica marxista nos expõe toda a falácia das instituições, que servem, sim, para o controle da população”, declarou.
Ele citou o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e outras instituições, apresentadas, segundo sua fala, como se estivessem acima das pessoas e das classes sociais.
“Elas aparecem nos discursos dos políticos como sendo algo que está acima das pessoas, acima das classes, algo que tem um estatuto quase divino.”
Pontes também relacionou essa situação ao afastamento de parte da população da política. Segundo ele, a corrupção, a desonestidade e a sucessão de representantes que não atendem aos interesses populares contribuíram para uma “profunda crise de representatividade”.
Politização dos trabalhadores
Ao tratar diretamente da campanha eleitoral, Pontes afirmou que o objetivo é utilizar o espaço aberto pelas eleições para explicar à população os acontecimentos políticos e apresentar o programa do PCO.
“A nossa perspectiva em relação à campanha eleitoral é a de levar, de maneira franca e acessível à população, todos os rudimentos necessários para que se faça uma boa interpretação dos fatos.”
Para ele, o programa do Partido tem como finalidade central a politização da classe trabalhadora.
“O programa do partido foi forjado à luz da teoria marxista e tem por objetivo a politização dos trabalhadores. Essa politização é que vai propiciar as mudanças na realidade, através da ação revolucionária”, afirmou.
Pontes destacou ainda que a própria palavra “revolucionária” provoca rejeição em setores da sociedade, especialmente pela associação entre revolução e violência.
Segundo ele, essa condenação não leva em conta a violência empregada contra os povos em diferentes partes do mundo.
Contra o imperialismo
Foi nesse ponto que o candidato mencionou a política internacional do PCO e a defesa das organizações e países que enfrentam o imperialismo.
“É só observarmos o que está acontecendo no mundo. Não é à toa que nós defendemos o Hamas, não é à toa que nós defendemos o Hesbolá, o Irã, a Palestina e todos os povos do chamado Sul Global, que estão sendo explorados pelo imperialismo norte-americano.”
Pontes encerrou o discurso resumindo a posição do Partido diante do processo eleitoral:
“A eleição não é um fim, é um meio. E esse meio se presta à divulgação do programa do PCO”, concluiu.




