César Nogueira publicou nesta quarta-feira (12) um texto em defesa de Rui Costa Pimenta e do Partido da Causa Operária (PCO), depois da operação da Polícia Federal contra o presidente nacional do partido.
Nogueira classifica a busca e apreensão como uma nova etapa de uma perseguição política que vem sendo realizada há anos por meio da Justiça Eleitoral e de outros órgãos do Estado.
“A ação da PF e da Justiça […] é o ponto culminante de um longo processo de perseguição política”, escreveu.
A investigação utiliza como elemento gastos de aproximadamente R$1,8 milhão realizados pelo partido com gráficas ao longo de cinco anos para levantar a suspeita de desvio de recursos.
Para Nogueira, a própria denominação da operação policial — “Causa Própria” — procura apresentar antecipadamente Rui como alguém que teria usado dinheiro partidário em benefício pessoal.
Ele chama atenção também para a forma da ação: a PF chegou à residência do dirigente enquanto ainda estava escuro e realizou busca também em instalações do partido.
Segundo seu relato, os agentes encontraram uma residência simples, uma grande biblioteca e dois automóveis antigos, cenário bastante diferente daquele que a acusação pública de enriquecimento poderia sugerir.
Nogueira conhece Rui desde 1977, quando ambos militavam no movimento estudantil. Anos depois, trabalhou sob sua direção no Sindicato dos Trabalhadores Químicos.
No texto, recorda ainda o trabalho de Rui na formação do PCO, no movimento operário, na imprensa partidária e nos cursos da Universidade Marxista.
Também relaciona o ataque atual à candidatura de Rui Costa Pimenta à Presidência da República, lançada poucos dias antes da operação.
Para César Nogueira, o objetivo não é apenas atingir pessoalmente Rui, mas golpear um partido que denuncia o imperialismo, o sionismo, a repressão estatal e a escalada contra a liberdade de expressão.





