Cinco centrais sindicais francesas — CGT, CFDT, FO, Unsa e FSU — convocaram uma greve geral para 05/11 contra os cortes previstos no orçamento de 2027. A paralisação foi anunciada depois de semanas de protestos estudantis e de manifestações contra a alta do custo de vida. Outra jornada nas ruas está marcada para sábado (24/10).
Os trabalhadores enfrentam perda de poder de compra enquanto o governo de Emmanuel Macron tenta limitar despesas sociais. Entre as propostas estão cortes na saúde e mudanças que impediriam as aposentadorias de acompanhar a inflação. Nas escolas e universidades, os estudantes protestam contra a piora das condições de ensino. A polícia respondeu a parte dessas mobilizações com detenções e violência.
As jornadas de outubro aproximaram essas reivindicações. O DCO registrou a entrada dos trabalhadores nas manifestações ao lado dos estudantes e a convocação feita pela CGT para novembro. A greve amplia a possibilidade de atingir o governo onde os protestos isolados não conseguem: no funcionamento dos serviços e dos locais de trabalho.
Os credores discutem os juros da dívida francesa. Os manifestantes discutem salário, escola, atendimento médico e aposentadoria. Macron quer que o ajuste seja pago por quem depende desses serviços. Marine Le Pen tenta aproveitar o desgaste do governo, mas suas próprias propostas incluem cortes sociais. A resposta preparada pelas centrais e pelos estudantes está nas ruas e na paralisação de 05/11.




