Aconteceu, no último dia 17 de julho, a segunda rodada de negociação específica entre a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE) e a direção do banco. A negociação diz respeito à Campanha Salarial da categoria, cuja data-base ocorre agora, no mês de setembro.
Já nos primeiros momentos da negociação, a direção da empresa mostrou toda a sua intransigência em relação à pauta de reivindicações, ao se negar a apresentar respostas às demandas de seus funcionários.
Entre as reivindicações dos trabalhadores estão as questões relacionadas ao Saúde Caixa, às licenças para tratamento de saúde, à criação de uma cláusula específica sobre teletrabalho, principalmente para os trabalhadores da área de TI, à substituição em cascata e ao superendividamento, entre outras.
Conforme noticiado pela Contraf-CUT, a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, “reafirmou que a mesa de negociação precisa produzir resultados concretos”:
“Viemos para esta negociação com propostas objetivas para resolver problemas que afetam diretamente a vida das empregadas e dos empregados. Infelizmente, mais uma vez, a Caixa não apresentou respostas para reivindicações importantes. Seguiremos cobrando soluções para o Saúde Caixa, para as condições de trabalho e para a valorização de quem faz o banco acontecer todos os dias.”
(Site da Contraf-CUT, 20 de julho de 2026)
No caso do Saúde Caixa, os trabalhadores vêm travando, no último período, uma luta árdua contra a intransigência do banco, que promove um ataque sistemático com o objetivo de liquidar o plano de autogestão dos trabalhadores da Caixa. O banco deixou de aplicar a divisão histórica do custeio, segundo a qual participa com 70%, enquanto os trabalhadores arcam com 30%.
A posição reacionária da direção da Caixa não pode deixar nenhuma dúvida de que ela está subordinada a uma política que visa explorar ainda mais os trabalhadores para obter lucro a qualquer preço.
Nos últimos anos, o banco vem adotando uma política de terra arrasada contra seus funcionários e a população em geral, por meio das famigeradas reestruturações, que têm como consequência a demissão de milhares de bancários, o descomissionamento em massa e o fechamento de centenas de agências e setores administrativos. Essa política prejudica os funcionários e a população, principalmente os mais humildes, que necessitam dos serviços sociais do governo, como o Bolsa Família, o Bolsa Escola etc. Como banco público, a Caixa deve atender toda a população, inclusive nos recantos mais remotos do País.
Ao negar respostas às reivindicações dos trabalhadores na mesa de negociação desta Campanha Salarial, a direção da Caixa demonstra a estratégia da direita, que continua infiltrada nas instituições do governo sob o nome de Frente Ampla. Essa política procura atacar os trabalhadores bancários e destruir um patrimônio nacional para beneficiar banqueiros e capitalistas nacionais e internacionais, tendo como objetivo final entregar esse patrimônio do povo brasileiro a meia dúzia de abutres sanguessugas.
Nesta Campanha Salarial, é necessário endurecer a luta contra os ataques da direita. As organizações de luta dos trabalhadores devem promover uma gigantesca mobilização e dar uma resposta dura aos banqueiros.





