A Prefeitura de Chapecó (SC) promoveu um verdadeiro ataque contra a população pobre ao cortar cerca de 39% dos beneficiários do Bolsa Família no município. Sob o pretexto de “revisão cadastral” e combate a supostas irregularidades, milhares de famílias foram deixadas sem qualquer assistência.
A medida faz parte de uma política mais ampla de endurecimento no acesso aos programas sociais, que na prática penaliza os mais pobres. Enquanto o governo e autoridades locais falam em “eficiência” e “controle”, o resultado concreto é o aumento da miséria.
Diversos beneficiários tiveram seus auxílios cancelados por questões burocráticas, como dados desatualizados ou inconsistências mínimas. Em muitos casos, famílias que dependem exclusivamente do benefício foram simplesmente excluídas, sem garantia de revisão imediata.
A alegação de combate a fraudes serve como justificativa para reduzir gastos sociais, transferindo para os mais pobres o peso da crise econômica. Enquanto isso, nenhuma fiscalização é feita na dívida pública, mesmo ela ocupando mais de 40% do Orçamento Federal, o equivalente a todos os benefícios sociais somados e multiplicados por oito.
Apesar da ampliação nacional do programa, casos como o de Chapecó demonstram que, ao mesmo tempo, a parte da população que depende do benefício está cada vez mais ameaçada. A chamada “fiscalização” funciona como instrumento de austeridade fiscal para favorecer os bancos em desfavor dos trabalhadores.





