A ditadura do Barém condenou nove pessoas à prisão perpétua sob a acusação de “cooperar” com o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), informou a imprensa estatal do país no domingo (24). Outros dois acusados receberam penas de três anos de prisão.
As autoridades baremitas afirmaram que os réus teriam praticado “atos hostis e terroristas” em cooperação com o CGRI. A promotoria também os acusou de envolvimento em atividades de “terrorismo e espionagem”. As acusações fazem parte da repressão intensificada pelo regime contra pessoas apontadas como ligadas ao Irã.
Segundo a promotoria, parte dos acusados fotografou instalações consideradas vitais e estratégicas no Barém a serviço do CGRI. Outros teriam facilitado a transferência de dinheiro do Irã para o país, inclusive por meio de criptomoedas, com o objetivo de financiar operações. As autoridades também afirmaram que pessoas dentro do Barém foram recrutadas para apoiar os planos.
As prisões começaram em março, pouco depois do início da guerra lançada pelos Estados Unidos e por “Israel” contra o Irã, no fim de fevereiro. Em resposta, a República Islâmica passou a atacar interesses norte-americanos na região, incluindo bases militares instaladas em países do Golfo.
No início de maio, o regime do Barém prendeu outras 41 pessoas. Menos de duas semanas depois, mais de 60 foram privadas de sua cidadania sob a acusação de apoiar os ataques iranianos contra o país e de manter “conluio com entidades estrangeiras”.
O Instituto do Barém para Direitos e Democracia, sediado em Londres, classificou a cassação de cidadania como uma medida “perigosa” e afirmou que ela constitui uma violação clara do direito internacional.
A ofensiva do Barém ocorre em coordenação com outros regimes do Golfo aliados dos Estados Unidos. No mês passado, os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter desmantelado um grupo acusado de preparar “atos terroristas”.
O Barém abriga uma ampla população xiita, que há anos denuncia perseguição política e econômica por parte do regime. O governo nega discriminação contra os xiitas e acusa o Irã de fomentar a oposição interna. A monarquia baremita, no entanto, é um dos principais aliados do imperialismo norte-americano no Golfo e abriga a Quinta Frota dos Estados Unidos.




