Manifestantes pró-Palestina foram agredidos na Câmara Municipal de São Paulo na noite de terça-feira (6), durante uma homenagem ao major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de “Israel” para os países de língua portuguesa.
A cerimônia foi organizada por iniciativa da vereadora Cris Monteiro, do Novo, e de Gerson Pires, filiado ao mesmo partido. Integrantes da Frente Palestina São Paulo foram ao local para protestar contra a homenagem.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram empurrões, agressões e a retirada forçada de manifestantes.
O advogado Tiago Guilherme, que participou do protesto, afirmou que as agressões começaram quando integrantes do grupo levantaram cartazes. Segundo ele, guardas municipais seguraram manifestantes enquanto apoiadores da homenagem os atacavam.
“Dois sionistas, fãs do Rozenszajn, puxaram meu cabelo. Tem isso no vídeo. Eu ouvi insultos. Inclusive, me chamaram de macaco”, declarou.
Guilherme afirmou ainda que outros manifestantes sofreram socos, chutes e golpes de estrangulamento. Daniela Fajer, do movimento Vozes Judaicas por Libertação, também teria sido imobilizada durante a retirada do grupo.
Gerson Pires apresentou outra versão dos acontecimentos. Acusou os manifestantes de invasão, antissemitismo e apoio a organizações que considera terroristas. A vereadora Cris Monteiro foi procurada pelo Opera Mundi, mas não havia respondido até a publicação da reportagem.
O fato objetivo registrado nas imagens permanece: pessoas que protestavam contra uma homenagem política dentro de um prédio público foram retiradas à força e sofreram agressões. A defesa de “Israel”, apresentada frequentemente como combate à intolerância, terminou numa sessão da Câmara com violência contra quem protestava em defesa da Palestina.




